Netanyahu tenta reescrever história de Israel com polêmicas em memorial, diz jornal

© AP Photo / Ron EdmondsPresident Bill Clinton presides over ceremonies marking the signing of the 1993 peace accord between Israel and the Palestinians on the White House lawn with Israeli Prime Minister Yitzhak Rabin, left, and PLO chairman Yasser Arafat, right
President Bill Clinton presides over ceremonies marking the signing of the 1993 peace accord between Israel and the Palestinians on the White House lawn with Israeli Prime Minister Yitzhak Rabin, left, and PLO chairman Yasser Arafat, right - Sputnik Brasil
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O Ministério da Defesa do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu é acusado de reescrever a história com um memorial aos ex-líderes israelenses que contém ausências notáveis, como o assassinato de Yitzhak Rabin e da era presidencial de Shimon Peres.

A antiga casa do ex-primeiro-ministro de Israel, David Ben-Gurion, e a antiga sede de defesa do país foram recentemente renovados para "permanecer fiéis ao visual original, preservando o espírito da casa". No entanto, as sobrancelhas foram levantadas em vários detalhes e curiosas opções de legenda, relatou o jornal local Haaretz.

Uma cerimônia foi realizada para marcar as obras de renovação no local em Tel Aviv em setembro, e o prédio já abriu para o público.

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Em um muro dedicado aos primeiros-ministros de Israel estava faltando o 12º primeiro-ministro, Ehud Olmert. Ele serviu de 2006 a 2009, antes de renunciar por acusações de suborno e corrupção. Eleições parlamentares se seguiram e Netanyahu se tornou primeiro-ministro.

Não houve menção ao assassinato do ex-primeiro-ministro Yitzhak Rabin, o que talvez não surpreenda, pois Netanyahu foi acusado de incitar violência contra o líder do Partido Trabalhista antes dele ser morto em 1995 pelo extremista de direita Yigal Amir.

Amir considerou Rabin um traidor por concordar com os acordos de Oslo com o líder palestino Yasser Arafat.

"Netanyahu deu mais um passo na distorção da história, moldando-a à sua própria imagem", disse o político trabalhista Merav Michaeli.

"Ele, que liderou o incitamento que resultou no assassinato de Rabin, e que continuou fazendo isso contra as pessoas que continuam no caminho de Rabin, está agora tentando apagar o assassinato, os tratados de paz e a presidência de Peres", acrescentou.

Enquanto isso, um funcionário envolvido na reforma disse ao Haaretz que a decisão de omitir o assassinato de Rabin foi "vergonhosa".

"É óbvio que quando você escreve sobre Rabin, todo mundo se lembra do assassinato", comentou. "Não é algo que é subitamente esquecido".

Enquanto Shimon Peres foi destaque na parede, seu mandato como presidente de 2007-2014 não foi mencionado — mas seu tempo como ministro da Defesa foi.

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Netanyahu concorreu contra Peres como primeiro-ministro nas eleições gerais de 1996, ganhando apenas 1%. Ele se tornou primeiro-ministro pela segunda vez em 1999, durante a presidência de Peres.

A legenda de Netanyahu na parede o descreveu como sendo "o ministro da Fazenda que liderou extensas reformas na economia de Israel", com seu papel como líder da oposição em destaque, enquanto as posições do gabinete de outros primeiros-ministros não receberam menção.

Detalhes dos próprios termos de Netanyahu estavam faltando, como qualquer menção aos conflitos Operação Pilar de Defesa em 2012, e a Operação de Proteção de Borda de 2014.

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