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Guardas sul-africanos ordenam que negros saiam de praia local, despertando fúria nas redes

© REUTERS / Mike HutchingsEscultura em Sea Point Promenade, Cidade do Cabo (arquivo)
Escultura em Sea Point Promenade, Cidade do Cabo (arquivo) - Sputnik Brasil
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Um novo escândalo racial irrompeu na África do Sul depois que guardas da PPA, uma empresa de segurança privada, ordenaram que negros deixassem uma praia da Cidade do Cabo durante a folga de Natal, informou a emissora News24.

A empresa "não tinha autoridade para pedir a alguém que deixasse a praia de Clifton", disse o prefeito Dan Plato, acrescentando que "eles pediram a pessoas de todas as raças para partirem e não destacaram nenhum grupo racial".

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No entanto, o ativista local Chumani Maxwele afirmou que os guardas tinham como alvo pessoas negras na praia, que atrai multidões durante a temporada de férias.

"Esses seguranças particulares são contratados pelos Clifton (residentes), eles são informados para não permitir que pessoas negras ou criminosos permaneçam na praia", disse ele ao site da News 24.

A situação provocou um grande escândalo, com ativistas locais iniciando uma manifestação chamada "Reclaim the beach" (Pegue de volta a praia, em tradução livre) pelas redes sociais. Os manifestantes se reuniram na praia, segurando cartazes e dançando.

O CEO da PPA, Alwyn Landman, comentou sobre a situação, dizendo que os guardas da empresa não fecharam a praia, mas agiram para proteger os moradores locais, depois de alegada atividade criminosa ter causado "caos".

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