Arábia Saudita nega crise após assassinato de Khashoggi

© AP Photo / Jacquelyn MartinPessoas seguram sinais durante um protesto na Embaixada da Arábia Saudita sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi.
Pessoas seguram sinais durante um protesto na Embaixada da Arábia Saudita sobre o desaparecimento do jornalista saudita Jamal Khashoggi. - Sputnik Brasil
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O novo ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Ibrahim Assaf, disse em entrevista à agência de notícias AFP que o país não está em crise em função do assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

"Não estamos passando por uma crise, mas por uma transformação", disse o ministro das Relações Exteriores.

Ele acrescentou que o caso Khashoggi foi uma triste notícia para todos.

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Na quinta-feira, o rei saudita, Salman bin Abdulaziz, anunciou uma reforma do governo ao dispensar e substituir diversos altos funcionários.

Uma dessas mudanças foi a nomeação de Ibrahim al Assaf para chefiar a diplomacia da Arábia Saudita, substituindo Adel al Jubeir.

Foi noticiado na mídia que a substituição de Al Jubeir foi realizada para puni-lo por não proteger o príncipe Mohamed bin Salman das repercussões do escândalo em torno do caso Khashoggi.

O jornalista saudita Jamal Khashoggi, conhecido por suas críticas ao príncipe herdeiro, foi visto vivo pela última vez em 2 de outubro, quando entrou no consulado de seu país em Istambul para solicitar alguns documentos.

O jornal The Washington Post, com o qual Khashoggi colaborou como colunista, informou que o jornalista foi torturado, morto e desmembrado, quando autoridades sauditas ainda insistiam que ele havia deixado a sede diplomática.

Em face da crescente pressão internacional, Riad admitiu pela primeira vez que Khashoggi perdeu a vida em "uma briga" dentro do consulado. Depois afirmou que ele foi vítima de "uma operação não autorizada". Finalmente, Riad admitiu se tratar de um crime premeditado, e a justiça saudita ordenou a prisão de suspeitos.

A Arábia Saudita, apesar de tudo, alega que o assassinato não está relacionado à família real. No entanto, Washington Post revelou que a Agência Central de Inteligência (CIA) indica em um relatório que príncipe herdeiro seria o mandante do assassinato de Khashoggi.

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