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Decisão da saída das forças americanas é vitória para Síria e aliados, diz deputado sírio

© AFP 2021 / USMCFuzileiros navais norte-americanos em al-Qaim, perto da fronteira síria, oeste do Iraque (Arquivo)
Fuzileiros navais norte-americanos em al-Qaim, perto da fronteira síria, oeste do Iraque (Arquivo) - Sputnik Brasil
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O deputado do parlamento da Síria, Ammar al Asad, disse à Sputnik Árabe que a escolha da remoção das forças militares dos EUA do país sírio foi uma consequência do fracasso do controle americano.

"A decisão de retirar as tropas americanas foi o resultado da derrota das forças sob seu controle. O plano americano de dividir a Síria através de conflitos religiosos e étnicos fracassou", afirmou al Asad.

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O deputado sírio complementou dizendo que "as vozes da condenação da permanência ilegal de americanos na Síria estão se tornando mais altas", e que a presença das forças americanas no país árabe interferiu na decisão política e no avanço do exército sírio. "Os americanos ajudaram os terroristas do Daesh. A retirada das tropas é uma vitória real para o governo sírio e seus aliados: Rússia e Irã."

"Agora as Forças Democráticas da Síria (SDF) iniciarão a cooperação com o exército do governo sírio, porque Washington não mais as apoiará. As SDF estão procurando aliados para resistir à agressão turca. Ninguém quer repetir a história de Afrin, quando 800 mil pessoas abandonaram suas casas", ressaltou o parlamentar.

Para o general Hatem Bashat, membro do comitê africano no parlamento egípcio, a situação na região mudará após a decisão dos EUA, pois a Turquia pode ocupar o lugar que ficou livre e, além disso, ninguém sabe para onde as tropas americanas vão se deslocar.

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O político líbio Abdullah Asamnah declarou à Sputnik que "Washington decidiu retirar suas tropas da Síria por dois motivos".

"Primeiramente, os próprios americanos queriam isso. Pessoas comuns querem mais concentração em problemas internos, e não em problemas externos. Muitas pessoas foram feridas e mortas no Afeganistão e no Iraque, as pessoas têm medo de passar por esses horrores novamente", ressaltou Asamnah.

A segunda razão está no fato de que Washington se tornou mais leal ao presidente sírio, Bashar Assad, que estava convencido de que, de maneira independente e com o apoio russo, poderia lidar com os terroristas que sobraram no país.

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