Think tank dos EUA alerta que navios americanos perderiam batalha com Rússia ou China

© AFP 2022 / KIM JAE-HWANPorta-aviões norte-americano John C. Stennis
Porta-aviões norte-americano John C. Stennis - Sputnik Brasil
Nos siga noTelegram
A Marinha dos EUA corre o risco de perder sua superioridade por enfrentar dificuldades em se opor "aos desafios lançados por grandes potências como a China e a Rússia", informou um relatório elaborado pelo Centro de Análise Estratégica e Orçamentária (CSBA, na sigla em inglês).

Um novo relatório do CSBA considera as perspectivas da Marinha dos EUA em um ambiente em mudança e revela que sem a capacidade de apoiar novas missões, os porta-aviões e seus aviões "provavelmente teriam seguido o caminho dos navios encouraçados e deixado a frota há décadas".

Os autores do relatório avaliaram as possíveis ameaças futuras e examinaram a estratégia militar dos EUA, bem como as capacidades do país, alertando que, se as atuais estratégias naval e de defesa marítima não forem transformadas, a frota estadunidense não seria capaz de obter vantagem em uma batalha contra navios militares chineses ou russos.

USS Mount Whitney, navio da sexta frota dos EUA (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
Rússia é capaz de neutralizar navios americanos no mar Negro, diz capitão russo
O relatório recomenda a modernização dos esquadrões embarcados dos porta-aviões (CVWs, na sigla em inglês), aos quais faltam "alcance, resistência, capacidade de sobrevivência e especialização para realizar os conceitos operacionais necessários para derrotar as grandes potências militares".

Analisando como evoluíram as capacidades militares norte-americanas e soviéticas durante a Guerra Fria e no período pós-Guerra Fria, os autores concluíram que, embora os EUA "não tenham enfrentado um adversário semelhante" nos anos que se seguiram à Guerra Fria, a situação atual mudou.

"Contudo, a configuração atual dos CVW não é adequada para as táticas que as forças navais dos EUA precisarão de empregar contra poderosos adversários, como a China e a Rússia, e potências regionais com capacidades melhoradas, como a Coreia do Norte e o Irã", informa o relatório.

O submarino brasileiro Riachuelo - Sputnik Brasil
Conheça Riachuelo, o novo submarino brasileiro (FOTOS, VÍDEO)
Os autores sublinham que os sistemas de defesa antimísseis, "incluindo armas de energia dirigida e interceptores de curto alcance", que estão sendo desenvolvidos pelo Departamento de Defesa dos EUA, não serão suficientes em caso de potenciais lançamentos de mísseis chineses e russos.

Sugerindo diferentes composições da força naval, os pesquisadores admitem que seu plano alternativo "será mais caro" do que o que existe atualmente, porém, ele seria necessário para preservar a relevância da frota dos EUA.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала