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Defesa de Lula: Nova ação penal é 'mais um passo da perseguição' contra ex-presidente

© AP Photo / Leo CorreaShow pela liberdade de Lula na Lapa, Rio de Janeiro.
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Coordenador do time de advogados que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Cristiano Zanin divulgou hoje uma nota em que critica a nova ação penal a que o político terá de responder. Lula é acusado de receber R$1 milhão por negócios do grupo brasileiro ARG após suposto tráfico de influência com o governo de Guiné Equatorial, na África.

De acordo com procuradores do Ministério Público Federal, Lula teria usado em 2011 do prestígio internacional que gozava para influir em decisões do presidente de Guiné Equatorial, Teodoro Obiang. O tráfico de influência teria resultado na ampliação dos negócios da ARG no país africano.

"A abertura de uma nova ação penal contra Lula com base em acusação frívola e desprovida de suporte probatório mínimo é mais um passo da perseguição que vem sendo praticada contra o ex-presidente com o objetivo de impedir sua atuação política por meio da má utilização das leis e dos procedimentos jurídicos", diz o texto.

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O advogado continua alegando que a doação de R$ 1 milhão referida na acusação movida pelo Ministério Público Federal foi direcionada ao Institututo Lula e não à "pessoa do ex-presidente". Zanin argumenta tratar-se de "doação lícita, contabilizada e declarada às autoridades, feita por mera liberalidade pelo doador".

"A denúncia não aponta qualquer ato concreto praticado por Lula que pudesse configurar a prática de lavagem de dinheiro ou tráfico de influência", continua.

A denúncia envolvendo o Instituto Lula foi enviada à Justiça Federal de São Paulo por ordem de Sérgio Moro quando ainda coordenava a Lava Jato. A Justiça decidiu hoje dar provimento à acusação, tornando Lula réu mais uma vez.

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