China está desenvolvendo versão da Máquina Z, o maior gerador de raios X do mundo

© flickr.com / Sandia LabsSaturno, uma das máquinas de força pulsante de Sandia, em operação no Laboratório Nacional Sandia (SNL), na cidade norte-americana de Albuquerque (imagem referencial)
Saturno, uma das máquinas de força pulsante de Sandia, em operação no Laboratório Nacional Sandia (SNL), na cidade norte-americana de Albuquerque (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Considerada o gerador de raios X maior do mundo, a China desenvolveu sua própria versão da chamada máquina Z, operada pelo Laboratório Nacional Sandia (SNL), na cidade norte-americana de Albuquerque.

Construída com o propósito de observar o comportamento das partículas em condições extremas de radiação e pressão magnética, a máquina pode ser utilizada para criar armas nucleares, desde ogivas a bombas de hidrogênio.

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Para desbancar os norte-americanos nesse setor, os chineses estão desenvolvendo um dispositivo que liberará muito mais eletricidade do que a Máquina Z, com a finalidade de simular explosões termonucleares a uma escala sem precedentes, comunica o South China Morning Post.

Enquanto que a unidade americana de Albuquerque tem a capacidade de gerar 2,7 milhões de joules de energia, a versão chinesa poderá em breve gerar 60 milhões, o que poderá ajudar os cientistas a estudar o comportamento de novos modelos de ogivas e outras armas em condições extremas.

A Academia de Engenharia Física da China (CAEP), a pedido da Defesa chinesa, é responsável pela construção da máquina em uma base nuclear, localizada na cidade de Mianyang, comunica o jornal.

Segundo o professor Liu Bo, do Instituto de Ciência e Tecnologia Nuclear da Universidade de Sichuan, localizado na cidade chinesa de Chengdu, o aparelho pode ser suficiente para "iniciar uma fusão", podendo tanto ser utilizado para o desenvolvimento de armas de destruição em massa como para criar tecnologias que gerem energia limpa em quantidades praticamente ilimitadas.

Em maio deste ano, o jornal China Youth Daily afirmou que a CAEP busca ganhar dos EUA no setor de desenvolvimento de armas nucleares, tornando-se este o principal objetivo dos cientistas chineses que trabalham em instalações altamente secretas.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, classificou a situação como "corrida armamentista incontrolável", lamentando que os países tenham que investir grandiosos valores no desenvolvimento militar.

Como resposta a Trump, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang, afirmou que Pequim nunca fez parte de nenhum tipo de disputa armamentista e que "não constitui ameaça para nenhum país".

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