Moscou comenta declarações de Poroshenko sobre 'guerra' no estreito de Kerch

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Lancha canhoneira blindada Nikopol e rebocador Yany Kapu (em fundo) da Marinha da Ucrânia detidos no porto de Kerch - Sputnik Brasil
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O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, falou sobre o início de uma "guerra", ao comentar em entrevista ao canal Fox News o recente incidente no estreito de Kerch.

Segundo o líder ucraniano, as ações da Guarda Costeira russa são uma agressão.

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"Senhor [Vladimir] Putin, isso é uma agressão, senhor [Vladimir] Putin, isso é uma guerra. Não é uma piada, não é um incidente e não é uma crise", afirmou Poroshenko.

Não obstante as palavras do presidente ucraniano, Kiev ainda não fez declarações oficiais a respeito.

Por sua vez, Moscou não concordou com essa avaliação do incidente por Pyotr Poroshenko, segundo o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov.

"Trata-se de uma provocação do lado ucraniano e de uma violação grosseira da fronteira nacional da Federação da Rússia com todas as consequências posteriores para os violadores e para a parte violadora", frisou Peskov.

De acordo com o porta-voz, as ações de Kiev podem ser explicadas com as futuras eleições presidenciais na Ucrânia.

"Vemos a olho nu uma continuação da campanha eleitoral na Ucrânia e o uso da imagem do inimigo, da Rússia, para atingir objetivos eleitorais", acrescentou Peskov.

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No dia 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana — Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu — atravessaram a fronteira da Rússia, violando assim o direito marítimo. As embarcações entraram em águas temporariamente fechadas e efetuaram manobras perigosas, ignorando as exigências da Guarda Costeira russa.

A Guarda Costeira russa se viu obrigado a usar armas. Em seguida, todos os navios ucranianos foram apreendidos e as tripulações foram detidas. O lado russo abriu um processo criminal por conta da violação da fronteira.

Em 26 de novembro, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a imposição da lei marcial em 10 regiões da Ucrânia por 30 dias.

Presidente russo, Vladimir Putin, qualificou as ações da Marinha ucraniana como uma provocação organizada por Pyotr Poroshenko.

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