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Por que Ucrânia tornou secretas informações sobre navios militares?

© Sputnik / Georgy ZimarevNavio no estreito de Kerch que une o mar Negro ao mar de Azov
Navio no estreito de Kerch que une o mar Negro ao mar de Azov - Sputnik Brasil
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As autoridades de Kiev tornaram secretas as informações sobre o envio dos navios de guerra ao estreito de Kerch porque temem que seja desmascarado o incidente que ocorreu no final de novembro, afirmou o vice-presidente do Conselho Consultivo da República da Crimeia, Aleksandr Formanchuk.

Nesta segunda-feira (10), a agência de notícias ucraniana Ukrainskie Novosti relatou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia tornou secretas as informações sobre o envio de navios ucranianos ao estreito de Kerch em 25 de novembro. O fato de essa informação ser segredo de Estado foi mencionado na resposta enviada à edição e assinada pelo almirante Igor Voronchenko, comandante da Marinha da Ucrânia.

"Eles não querem divulgar os dados que podem expô-los em termos de ações provocatórias. Eles querem esconder informações que poderiam ser desagradáveis para Kiev em termos de análise", disse Formanchuk à Sputnik.

Segundo ele, em princípio essa decisão de Kiev não é importante.

"Sabemos que a Ucrânia não dispõe de uma marinha tal […] suas forças navais não são importantes. Mas mesmo aquilo que têm, eles usam com a finalidade de fazer provocações", destacou.

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Ao mesmo tempo, o especialista militar russo Igor Korotchenko comentou que o comando das Forças Armadas da Ucrânia classificou as informações sobre o incidente no estreito de Kerch para esconder a verdadeira missão dos navios ucranianos.

"O principal objetivo era organizar um confronto armado com as forças russas e demonstrar uma morte heroica dos marinheiros ucranianos", esclarece.

Segundo o especialista, o outro objetivo era fazer uma incursão no mar de Azov através do estreito de Kerch. Isso foi preparado como uma provocação desde o início, por isso Kiev classificou as informações sobre o incidente, para evitar que o lado russo exponha as evidências.

Em 26 de novembro, após o incidente com navios ucranianos no estreito de Kerch, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a imposição da lei marcial por um prazo de 30 dias, abrangendo diferentes partes do país, decisão que já havia sido tomada pelo presidente Pyotr Poroshenko.

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Na véspera, em 25 de novembro, três navios da Marinha ucraniana, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, violando os artigos 19 e 21 da Convenção da ONU sobre o Direito Marítimo, cruzaram a fronteira da Rússia. Os navios realizaram manobras perigosas durante várias horas sem reagir às exigências das embarcações russas que os acompanhavam.

Foi tomada a decisão de usar armas. Os navios ucranianos foram detidos. Durante o incidente, três militares ucranianos ficaram levemente feridos. Eles receberam assistência médica e não correm risco de vida. A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira.

O presidente russo, Vladimir Putin, considerou esse incidente no estreito de Kerch como uma provocação planejada pelo presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko. Em particular, o líder russo indicou que tudo foi organizado a fim de introduzir a lei marcial na Ucrânia, e assim adiar as eleições presidenciais.

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