EUA pretendem treinar até 40 mil sírios para 'garantir a estabilidade' do país árabe

© AFP 2022 / Delil SouleimanSoldados norte-americanos na Síria
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Os Estados Unidos e as forças aliadas na Síria precisam de acabar de treinar entre 35 e 40 mil sírios para estabelecer a estabilidade no Leste da Síria após a derrota e a expulsão do grupo Daesh destas áreas, afirmou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Joseph Dunford.

"Estimamos que cerca de 35.000 a 40.000 efetivos das forças locais precisam de ser treinados e equipados para garantir a estabilidade", disse Dunford durante um evento do jornal The Washington Post na terça-feira (5), acrescentando que no momento os EUA treinaram cerca de 20% destas forças.

Segundo Dunford, o processo da estabilização na Síria oriental poderá continuar por um prazo indefinido.

"Quanto à estabilização, ainda temos um longo caminho a percorrer. Podemos dizer que a nossa presença na Síria agora é sustentável e pode ser ajustada dependendo das condições", comentou.

Dunford não detalhou o número de militares do Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos operando atualmente na Síria oriental, mas disse que não há planos de retirá-los.

As forças dos EUA na sede da Unidade de Proteção do Povo Curdo (YPG) perto de Malikiya, na Síria, em 25 de abril de 2017 (imagem referencial) - Sputnik Brasil
Presença ilegal dos EUA na Síria visa desmembrar soberania do país, diz chancelaria russa
O presidente Donald Trump anunciou ainda em março deste ano que os EUA iriam deixar a Síria "muito em breve", mas as declarações de Dunford sugerem o presidente não conseguirá fazer o que prometeu.

Desde 2014, Washington enviou cerca de dois mil efetivos das forças de operações especiais para a Síria, argumentando a medida pelo combate ao grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e em outros países). Damasco qualificou a presença americana no país como ocupação ilegal.

As tropas dos EUA na Síria oficialmente apenas apoiam e treinam as Forças Democráticas da Síria, milícias opositoras compostas na maioria por combatentes curdos e árabes.

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