Ucrânia está à beira da guerra com a Rússia, diz Poroshenko

© AP Photo / Matthias Balk Presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, na Conferência de Segurança em Munique, Alemanha, 17 de fevereiro de 2017
Presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, na Conferência de Segurança em Munique, Alemanha, 17 de fevereiro de 2017 - Sputnik Brasil
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Na terça-feira (27), o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, afirmou que seu país está à beira da guerra contra a Rússia em decorrência do incidente no Estreito de Kerch.

"Eu não quero que ninguém pense que é pouca coisa. O país está sob a ameaça de uma guerra em grande escala com a Federação da Rússia", disse Poroshenko em entrevista aos canais de televisão ucranianos na terça-feira (27).

Ele também apresentou imagens de satélite que supostamente mostram uma base militar russa, localizada a 18 quilômetros da fronteira com a Ucrânia. As imagens teriam sido obtidas em setembro e outubro.

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"Como você pode ver, o número de tanques nas bases localizadas ao longo de nossa fronteira triplicou. Por que eles foram realocados lá? O número de unidades recololadas ao longo de toda a extensão de nossa fronteira aumentou de forma drástica. A posição sobre possíveis exercícios não justificar este aumento de maneira alguma", disse Poroshenko durante a entrevista.

Ele ainda apontou que os tanques não teriam sido retirados da base depois o incidente no Estreito de Kerch.

"Após o incidente no Mar de Azov, era esperado que fornecessemos às Forças Armadas ucranianas a capacidade de resistência em caso de uma invasão terrestre em larga escala", disse Poroshenko.

Provocação ucraniana e tensão regional

Na segunda-feira (26), a Suprema Rada, como é chamado parlamento ucraniano, aprovou um decreto de Poroshenko propondo a introdução da lei marcial em algumas regiões do país ao longo da fronteira com a Rússia e ao longo da costa do Mar Negro e Mar de Azov. O decreto terá validade por 30 dias.

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A medida veio em razão de um incidente ocorrido no domingo (25), quando três navios ucranianos — os canhoneiros Berdyansk e Nikopol e o rebocador Yany Kapu — cruzaram a fronteira marítima russa de forma ilegal.

Segundo o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB), os navios partiram em direção ao Estreito de Kerch, uma entrada para o Mar de Azov, onde os navios foram detidos pela Rússia devido à falta de resposta a uma exigência legal para que parassem.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia descreveu as ações dos navios ucranianos como uma provocação cometida em violação da lei internacional.

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