Kremlin: seria errado subestimar ameaça que provocação da Marinha ucraniana representa

© Sputnik / Aleksei Malgavko / Abrir o banco de imagensNavios da Marinha ucraniana Nikopol (à esquerda) e Yany Kapu detidos pela guarda de fronteiras da Rússia após terem violado a fronteira, no porto de Kerch.
Navios da Marinha ucraniana Nikopol (à esquerda) e Yany Kapu detidos pela guarda de fronteiras da Rússia após terem violado a fronteira, no porto de Kerch. - Sputnik Brasil
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O porta-voz do Kremlin comentou o incidente no estreito de Kerch com navios ucranianos e afirmou que o presidente Vladimir Putin se pronunciará sobre o assunto em breve.

Segundo Dmitry Peskov, seria errado subestimar a ameaça da provocação por parte da Marinha ucraniana, tendo afirmado que, para o presidente russo, este é um assunto muito sério.

"Desde o início destas ações provocadoras, o presidente tem recebido informações detalhadas da nossa guarda de fronteiras e de outras entidades e, quando o tempo chegar, ele dará todas as explicações necessárias", disse Peskov, acrescentando que Putin poderá abordar o assunto nas margens da cúpula do G20, que terá lugar entre 30 de novembro e 1º de dezembro na Argentina.

Quanto à introdução da lei marcial por Kiev, o porta-voz sublinhou que este é um assunto interno da Ucrânia, mas que a medida adquire certo sentido na véspera das eleições presidenciais ucranianas.

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Para Peskov, a decisão sobre a lei marcial pode levar inclusive à escalada da situação em Donbass.

Anteriormente, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Nikolai Patrushev, afirmou que a provocação teria sido planejada por Pyotr Poroshenko e aliados para este se manter no poder.

Nesta segunda-feira (26), após o incidente com navios ucranianos no estreito de Kerch, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a decisão de impor a lei marcial por um prazo de 30 dias, abrangendo diferentes partes do país, decisão apoiada pelo presidente Pyotr Poroshenko.

No domingo (25), três navios ucranianos violaram a fronteira russa no mar Negro e realizaram manobras perigosas ignorando os avisos das embarcações russas. A parte russa tomou a decisão de deter os navios junto com 24 marinheiros. Durante a detenção, três militares ucranianos ficaram levemente feridos e receberam assistência médica, não correndo risco de vida.

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