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Análise: ao impor lei marcial na Ucrânia, Poroshenko arrisca dividir o país

© Sputnik / Vitaly Belousov / Abrir o banco de imagensPraça de Independência em Kiev, Ucrânia
Praça de Independência em Kiev, Ucrânia - Sputnik Brasil
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Ao introduzir a lei marcial nas regiões ucranianas que fazem fronteira com a Rússia, o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, está demarcando novas linhas de divisão que enfraquecem o país, opina o cientista político russo Ivan Chikharev.

No dia 26 de novembro, a Suprema Rada (parlamento ucraniano) aprovou a introdução da lei marcial, por um prazo de 30 dias, abrangendo 10 regiões fronteiriças do país, depois do incidente com os navios ucranianos que tentaram violar as fronteiras marítimas da Rússia no estreito de Kerch.

Nessa conexão, o cientista político russo, Ivan Chikharev acredita que tal medida pode piorar ainda mais a situação na Ucrânia e até põe em perigo a própria segurança do país.

"Primeiramente, vale a pena destacar que a lei marcial em algumas regiões demarca mais linhas de divisão na Ucrânia e fala de uma completa falta de responsabilidade do regime de Poroshenko na sua luta pelo poder, inclusive à custa da ameaça à unidade do país", afirmou.

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Ao mesmo tempo, o especialista acredita que durante o próximo mês as autoridades ucranianas podem cometer mais provocações tanto no mar, como em terra — nos termos da lógica de uma guerra hibrida.

"O atual nível de segurança da Rússia nos mares praticamente exclui qualquer influência sensível dessas ameaças sobre os residentes da Crimeia, sobre os cidadãos da Rússia", sublinhou.

Ademais, o cientista político acrescentou que atualmente o país consegue preservar uma posição firme na arena mundial: "A Rússia está trabalhando com confiança no Conselho de Segurança da ONU, os comentários provenientes da UE e dos EUA continuam sendo neutros e por enquanto não são a favor da Ucrânia."

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Em 25 de novembro três navios da Marinha ucraniana, Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu, violaram o direito internacional ao cruzar a fronteira marítima da Rússia. As embarcações efetuaram manobras perigosas durante várias horas recusando seguir as exigências da Guarda Costeira russa.

Como resultado do incidente, os navios da Marinha ucraniana foram detidos, enquanto três marinheiros ficaram levemente feridos. Não obstante, eles receberam assistência médica e não correm risco de vida. A Rússia abriu um processo criminal por violação da fronteira.

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