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Introdução da lei marcial na Ucrânia não faz sentido, afirma especialista militar russo

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A imposição de lei marcial por Kiev não faz sentido do ponto de vista do potencial militar, já que o exército ucraniano é um exército obsoleto e não há nada a dizer sobre a sua Marinha, disse na segunda-feira (26) o editor-chefe da revista Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria) , especialista militar Viktor Murakhovsky para a Sputnik.

O Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia decidiu, após reunião neste domingo (25), pela imposição da lei marcial no país pelo período de 60 dias.

De acordo com o presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, a introdução da lei marcial não significa de forma alguma a mobilização imediata, será realizada em primeiro lugar a preparação dos militares. A Ucrânia conduzirá ações exclusivamente para defender seu território, proteger e garantir a segurança de seus cidadãos.

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Segundo a opinião do especialista militar Viktor Murakhovsky, do ponto de vista do potencial militar, a imposição da lei marcial no país pouco dará, porque o potencial não é determinado pelas capacidades de mobilização da Ucrânia, mas pela estrutura organizacional das forças armadas, sistemas de armas, preparação dos Estados-Maiores, etc.

"E, neste sentido, a lei marcial não muda nada. O Exército da Ucrânia continua sendo um exército obsoleto com pouco potencial ofensivo, sobre a Marinha nem vale a pena falar. Por isso, eu acho que não há ameaça à segurança nacional da Rússia", disse o especialista, acrescentando que a operação ofensiva da Ucrânia em Donbass não se intensificará.

Em sua opinião, as razões da introdução da lei marcial não estão de forma alguma no plano militar, mas no plano político.

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"Eu acho que isso é feito para controlar e gerenciar os processos pré-eleitorais, porque a situação militar permite regular em grande escala as atividades de um partido politico, da mídia e até das empresas e, se necessário, estender os poderes do presidente até ao infinito", disse o especialista.

Ele sugeriu que a Ucrânia decidiu provocar a Rússia ao desestabilizar a situação no estreito de Kerch precisamente para esse propósito. "Afinal, antes disso, em setembro, vários navios ucranianos já tinham atravessado o estreito de Kerch sem confusões, sem problemas, e agora houve uma invasão direta das águas territoriais, ignorando as exigências e as regras de passagem pelo estreito. De fato, houve uma provocação militar", explicou Murakhovsky.

O Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia declarou ontem (25) que os navios militares Berdyansk, Nikopol e Yany Kapu da Marinha ucraniana violaram a fronteira russa, realizaram manobras perigosas e não reagiram às exigências legais dos navios da Guarda de Fronteiras e da Frota do Mar Negro da Rússia de pararem imediatamente, tendo por isso sido detidos.

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