2 anos sem Fidel: acadêmico avalia legado do ex-líder cubano e repudia Bolsonaro

© Sputnik / Eduard Pesov / Abrir o banco de imagensFidel Castro é flagrado fumando no final da visita de Leonid Brezhnev a Cuba (foto de arquivo)
Fidel Castro é flagrado fumando no final da visita de Leonid Brezhnev a Cuba (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Hoje, se celebram dois anos desde a morte do ex-líder cubano Fidel Castro. A Sputnik propõe relembrar a herança deixada pelo político para a própria ilha e o resto da América do Sul.

A Sputnik Mundo conversou com um acadêmico cubano para analisar a figura do líder revolucionário, que morreu em 25 de novembro de 2016, em um contexto de mudanças políticas na ilha e em toda a região em geral.

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"Em Fidel há uma riqueza de entendimento de que os problemas da região não podem ser resolvidos sem aquilo que ele chamou de 'revolução' nas relações internacionais contemporâneas, e que isso só seria possível caso todos os países do chamado 'mundo subdesenvolvido' participassem", disse à Sputnik Luis Armando Suárez Salazar, professor do Instituto Superior de Relações Internacionais e investigador da Cátedra de Estudos do Caribe da Universidade de Havana, Cuba.

Hoje em dia, a ilha inaugura uma nova etapa em sua história, com adoção do Plano de Desenvolvimento até 2030, que estabelece inclusive o fortalecimento de seus laços com a comunidade internacional, graças ao qual já teve o apoio na ONU para acabar com o embargo "econômico, financeiro e social" que tem sido imposto à ilha desde 1962.

"No pensamento de Fidel se podem encontrar muitas chaves para compreender melhor o atual momento histórico na América Latina e no Caribe, mas também para compreender e encontrar as soluções que ele recomendava em todo o tipo de circunstâncias. Nele você pode encontrar um pensamento holístico, universal, muito marxista nesse sentido: não se trata apenas de compreender o mundo, mas de transformá-lo ", disse ele.

O acadêmico cubano analisou o passado, o presente e o futuro de sua nação, defendendo a validade das políticas e ideais promovidos ao longo de décadas por Fidel Castro e alertou para o avanço de governos como Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil.

"Fidel dizia que a união anti-imperialista é a tática e a estratégia da vitória", observa o cientista político.

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Falando da profundidade desse legado, Suarez Salazar afirma:

"Eu tenho a impressão, como já aconteceu com muitas figuras da nossa história latino-americana e caribenha, de que em torno da figura e do legado de Fidel Castro continuará a haver uma disputa política e ideológica."

De acordo com ele, Fidel Castro certamente "entrará na história como um dos heróis das lutas dos povos da América Latina, do terceiro mundo por um destino melhor".

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