'Guarda-chuva protetor' da Rússia dificulta planos de Israel, diz mídia

© Sputnik / Ministério da Defesa da Rússia / Abrir o banco de imagensSistemas de mísseis S-300 durante exercício de defesa aérea do Distrito Militar Ocidental
Sistemas de mísseis S-300 durante exercício de defesa aérea do Distrito Militar Ocidental - Sputnik Brasil
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Moscou, depois da derrubada da sua aeronave de reconhecimento Il-20, deu a entender a Israel que o estado habitual de coisas não iria ser o mesmo, afirmou o colunista Amos Harel do jornal israelense Haaretz.

Segundo Harel, Israel não cessou os ataques aéreos na Síria, mas surgiram dificuldades por causa da Rússia. As mudanças são visíveis no tom mais agressivo na linha telefônica direta, destinada a evitar incidentes aéreos entre Israel e a Rússia, e pelo "comportamento agressivo" da aviação russa e do sistema de defesa aérea na Síria, observa o autor. 

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O colunista ainda manifesta preocupação com o crescente interesse da Rússia nos eventos no Líbano. Em sua opinião, em um cenário pessimista, o mesmo "guarda-chuva protetor" que a Rússia já abriu sobre a Síria, será aberto também para proteger o Líbano, o que complicará ainda mais a situação para Israel. 

Harel observa que, de acordo com os relatos da mídia árabe, Israel não lança ataques aéreos contra o Líbano desde fevereiro de 2014. 

Jogar xadrez com o Hezbollah é uma coisa, mas tentar descobrir o que a Rússia quer na Síria e possivelmente no Líbano é um desafio de envergadura completamente diferente, conclui o autor.

A Rússia forneceu recentemente sistemas de mísseis antiaéreos S-300 a Damasco em resposta à derrubada do avião russo Il-20, pelo qual Moscou responsabilizou Israel. 

Em 17 de setembro, um míssil do sistema de defesa aérea sírio S-200 abateu um avião russo Il-20 que estava voltando para a base de Hmeymim. Ao mesmo tempo, quatro caças israelenses F-16 atacaram instalações sírias em Latakia. O incidente resultou na morte de 15 militares russos.

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