Rússia apela aos EUA para apressarem destruição de reservas de armas químicas

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Destruição de armas químicas na Rússia (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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Rússia apela aos EUA para acelerarem a liquidação das reservas de armas químicas, declarou o vice-ministro da Indústria e Comércio da Rússia, Georgy Kalamanov, na conferência em Haia sobre o cumprimento da Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção, Armazenagem e Utilização de Armas Químicas e sobre sua Destruição.

"Do nosso ponto de vista, os parceiros estabeleceram para si próprios condições demasiado privilegiadas para cessar o seu programa, embora a parte norte-americana tenha todos os recursos financeiros, científicos, tecnológicos e industriais necessários para a resolução mais rápida dessa tarefa", sublinhou Kalamanov.

O chefe da delegação russa apelou também aos outros países-membros da Convenção para que "concentrassem esforços na luta contra a ameaça crescente do terrorismo químico".

"Nós não podemos ignorar os numerosos fatos que comprovam que os terroristas têm o potencial necessário para utilizar substâncias químicas industriais para fins militares e mesmo para produzir substâncias tóxicas militares completas", declarou Kalamanov.

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Entretanto, o representante russo assinalou que a Rússia avalia de modo positivo a situação de liquidação de armas químicas na Líbia, bem como apoia o fim dos trabalhos no Iraque, ligados aos resíduos do potencial químico militar dos tempos de Saddam Hussein.

Além disso, Kalamanov criticou a outorga à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) de competências para definir os culpados de uso de armas químicas, considerando tal decisão como um "passo destrutivo", sendo essa uma prerrogativa exclusiva do Conselho de Segurança da ONU.

Segundo o representante russo, é necessário também mudar o processo de tomada de decisões na Conferência de Estados-membros da Convenção sobre as Armas Químicas, visto que a prática de hoje, quando uma minoria pode de fato impor sua vontade à maioria, é deficiente e não corresponde ao princípio de consenso.

Em junho, os Estados-membros da Convenção votaram a proposta britânica sobre alargamento do mandato da OPAQ — que lhe dá autorização de definir os culpados de uso de armas químicas. A decisão foi tomada por uma minoria devido a questões processuais.

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A Convenção sobre as Armas Químicas prevê a liquidação das armas químicas existentes e proíbe a sua produção, unindo nisso quase todos os países, exceto seis países africanos e asiáticos. O cumprimento do acordo é monitorado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

A Rússia destruiu o último quilograma de substâncias tóxicas militares em 2017. Entretanto, os EUA até hoje ainda não liquidaram suas reservas de armas químicas e despõem de cerca de três mil toneladas de componentes militares, comunicou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

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