Histeria deu resultado: sul-coreano derrota russo e é eleito para chefiar a Interpol

© AFP 2023 / YONHAPThis undated photo released by the Korean National Police Agency via South Korea's Yonhap news agency in Seoul on November 21, 2018 shows Kim Jong-yang
This undated photo released by the Korean National Police Agency via South Korea's Yonhap news agency in Seoul on November 21, 2018 shows Kim Jong-yang - Sputnik Brasil
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Depois de uma campanha massiva contra um favorito candidato russo encampada por senadores dos EUA e histeria da grande mídia sobre sua possível vitória, o sul-coreano Kim Jong-yang foi eleito diretor da Interpol nesta quarta-feira.

A Kim foi atribuído o papel de presidente interino da Interpol durante uma reunião em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após a demissão de Meng Hongwei. Este último está atualmente detido em sua China natal, aguardando uma investigação de corrupção.

Reagindo ao anúncio da Interpol, a diretora da ONG Human Rights Watch (HRW), Sophie Richardson, observou que "notícias de última hora" da organização envolveriam "mostrar o menor sinal de preocupação sobre o que aconteceu" com Meng Hongwei.

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No entanto, não foi a candidatura de Kim que dominou a discussão na grande mídia antes do anúncio, mas a do russo Alexander Prokopchuk - o atual vice-presidente da organização. O jornal britânico The Times assumiu que sua eleição significaria uma "vitória" para o Kremlin.

Um colaborador da revista norte-americana Forbes chamou Prokopchuk apenas de "abusador-chefe", enquanto o jornal The Washington Post se referiu a ele como "um lobo na porta da Interpol".

Assim que essa notícia chegou aos parlamentares, eles decidiram dissuadir os delegados de votar no candidato russo, dizendo que a eleição de Prokopchuk seria "semelhante a colocar uma raposa no comando de um galinheiro". Além disso, insistiram que garantir sua presidência permitiria à Rússia "assediar os críticos" vivendo no exterior e "ajudar outros regimes autoritários".

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