China segue exemplo da Rússia e realiza venda massiva de títulos do Tesouro estadunidenses

© Marcello Casal Jr/Agência BrasilCédulas de dólar
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Em setembro, a China reduziu seus investimentos em títulos da dívida pública dos EUA para um valor mínimo desde janeiro de 2018. Isso ocorreu em meio das tensões comerciais com Washington, que forçaram a China a adotar medidas para estabilizar a sua moeda nacional.

Segundo os dados do Departamento do Tesouro dos EUA, em setembro a China se livrou de títulos da dívida pública dos EUA no valor de 14 bilhões de dólares (R$ 52,6 bilhões), reduzindo seus investimentos nesses valores de 1,17 trilhões de dólares (R$ 4,4 trilhões) em agosto para 1,15 trilhões de dólares (R$ 4,3 trilhões) em setembro.

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Entretanto, a China continua sendo o maior credor dos EUA. O Japão fica no segundo lugar, com 1,03 trilhão (R$ 3,8 trilhões), o volume mínimo desde 2011.

A China e o Japão não são os únicos países que estão reduzindo seus investimentos em títulos dos EUA. Anteriormente, a Rússia vendeu cerca de 85% dos títulos do Tesouro dos EUA que possuía e aumentou suas reservas de ouro para um nível recorde. Em abril e maio deste ano, Moscou reduziu os ativos em títulos do Tesouro dos EUA de 96 bilhões de dólares (R$ 369,7 bilhões) para 15 bilhões de dólares (R$ 56,2 bilhões). A lista dos 33 maiores detentores de dívida pública publicada pelo Departamento do Tesouro dos EUA já não inclui a Rússia.

Segundo analistas, essas ações dos principais atores globais seriam provocadas pela política agressiva dos EUA, bem como pelas decisões das autoridades financeiras norte-americanas, inclusive o aumento gradual das taxas de juro pela Reserva Federal (banco central dos EUA).

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