Projéteis palestinos fazem questionar eficácia da Cúpula de Ferro de Israel

© AFP 2022 / JACK GUEZSistema antiaéreo israelense conhecido como Cúpula de Ferro (Iron Dome, em inglês)
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O ataque palestino com projéteis contra Israel na noite de 12 de novembro trouxe questionamento a especialistas sobre quão efetivo é o sistema antimíssil Cúpula de Ferro israelense.

Dos 300 mísseis disparados da Faixa de Gaza, a defesa antimíssil israelense interceptou apenas 60, enquanto os restantes atingiram áreas povoadas. Civis e soldados pagaram as consequências e saíram feridos.

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Em primeiro lugar, os Qassam lançados da Faixa de Gaza são projéteis não guiados, que constituem um simples cano com uma ogiva e sistema de propulsão.

Estes "mísseis" possuem um alcance que não excede 30 km e uma precisão correspondente a uns 75%, e justamente por isso caem em áreas povoadas.

"Projéteis palestinos são extremamente primitivos, chegando a ser comparados por especialistas a fogos de artifício modernizados, com eficácia seriamente limitada por não contar com carga ou precisão significativa para propiciar impacto satisfatório, mesmo se usados em grandes quantidades", escreve Military Watch.

Ao mesmo tempo, o sistema antimíssil Cúpula de Ferro é classificado como um dos mais avançados sistemas de defesa antimísseis contra foguetes táticos não guiados com um alcance de 4 a 70 km. A Cúpula de Ferro inclui um radar multifuncional EL/M-2084, um centro de controle de incêndio e três lançadores com 20 mísseis interceptores Tamir. Desde o início de 2011, dez baterias da Cúpula de Ferro foram instaladas em Israel e cinco mais estão para ser instaladas.

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Mas na noite de 12 de novembro, a Cúpula de Ferro interceptou apenas 20% dos projéteis improvisados. Vale a pena notar que o sistema visa interceptar apenas mísseis que ameaçam localizações civis, porque senão será esvaziado nos primeiros minutos, forçando-o a ser recarregado com mais mísseis.

"Dada sofisticação das capacidades dos mísseis utilizados, em particular, desenvolvidos pelo Hezbollah, que se expandiu significativamente após a guerra da milícia com Israel em 2006, o fato de as capacidades da Cúpula de Ferro serem postas em questão pelos ataques de foguetes extremamente primitivos é um mau presságio para a segurança de Israel em caso de guerra futura", diz a edição.

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