Empresa russa pode ajudar a criar análogo iraniano ao SWIFT para contornar sanções dos EUA

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Recentemente, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou que a Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais (SWIFT) cortaria ligação com bancos iranianos para estabilidade da sociedade.

A provável causa disso teria sido as novas sanções impostas pelos EUA contra o Irã, entretanto, o SWIFT não declarou que esse tenha sido o motivo do corte.

Diante do impasse, a Associação de Criptoindústria e Blockchain da Rússia (RACIB) assinou um acordo com os Laboratórios de Blockchain do Irã, uma das líderes do mercado iraniano, que é responsável pelas tecnologias digitais utilizadas pela economia do país, segundo rede de notícias russa RBK.

Segundo o diretor da RACIB, Yuri Pripachkin, a experiência da empresa poderá ser utilizada no Irã, onde a situação estaria em maior dificuldade devido às sanções americanas, além do encerramento do SWIFT. Ele também afirmou que "um desenvolvimento ativo do análogo iraniano do SWIFT está atualmente em andamento", além de que essas ferramentas "podem ser utilizadas efetivamente para contornar as sanções".

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O SWIFT, que não mencionou sanções americanas contra o Irã, adicionou que a medida visa estabilidade e integridade do sistema financeiro global. Entretanto, pouco depois, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, comunicou que Washington quer que todas as redes de pagamento cortem as ligações com Irã, afirmando, inclusive, que o SWIFT poderia ser sancionado caso não cortasse a ligação com Irã.

As sanções americanas visam atingir os setores energético, bancário e de transporte marítimo do país islâmico, além de sancionar empresas estrangeiras e países que negociam com Teerã.

Segundo informações, os norte-americanos estariam fazendo pressão econômica para estabelecer um acordo global que impeça permanentemente o Irã de adquirir armas nucleares e de desenvolver mísseis balísticos.

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