Stoltenberg desresponsabiliza OTAN por operação na Líbia

© REUTERS / Francois LenoirO secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, instrue a mídia durante uma reunião dos ministros de defesa da OTAN na sede da Aliança, em Bruxelas, Bélgica, 14 de junho de 2016
O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg,  instrue a mídia durante uma reunião dos ministros de defesa da OTAN na sede da Aliança, em Bruxelas, Bélgica, 14 de junho de 2016 - Sputnik Brasil
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A operação na Líbia foi iniciada não pela OTAN, mas pelos países europeus, que depois entenderam que precisavam da ajuda da Aliança, declarou o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg.

"Com certeza, às vezes os aliados europeus devem ser capazes de fazer algo sem os EUA. Nós não dissemos que todas as operações da OTAN deviam ser feitas com os EUA, mas eles simplesmente são grandes e frequentemente há necessidade deles. Lembro-me bem, por exemplo, da operação na Líbia porque era primeiro-ministro da Noruega naquele tempo — e a Noruega se juntou", disse Stoltenberg.

Segundo ele, a operação líbia inicialmente foi começada pela Europa, "não pela Alemanha, mas em maior grau pela França e Reino Unido".

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"Quando nós nos encontrámos em Paris para tomar a decisão final, não havia OTAN à mesa, não havia Aliança. Mas a verdade é que percebemos mais tarde que precisávamos da ajuda da OTAN e dos EUA, de suas estruturas de comando e de suas capacidades", ressaltou ele.

Recentemente, o presidente francês Emmanuel Macron propôs criar um exército europeu independente dos EUA, inclusive para garantir a segurança cibernética.

"Se falam da autonomia estratégica, não é claro o que isso significa, mas parece que isso quer dizer tratarmos sozinhos dos grandes assuntos estratégicos. Não considero isso razoável", comentou o secretário-geral da OTAN.

Na véspera ele declarou também que não via necessidade de a União Europeia criar alianças ou organizações com as mesmas funções. "A realidade é que precisamos de uma estrutura de comando forte", sublinhou Jens Stoltenberg.

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