Outra 'Guerra nas Galáxias'? Pentágono procura se defender de armas hipersônicas

© AFP 2022 / EPA PHOTO/PA/TIM OCKENDENBombardeiro estratégico americano B-52
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A Agência de Projetos Avançados de Defesa dos EUA (DARPA) está buscando ideias que consigam "evitar que ogivas nucelares caiam sobre nossas cabeças vinte vezes mais rápidas que a velocidade do som", de acordo com a matéria do jornal norte-americano The National Interest.

Em outras palavras, o Pentágono embarcou em uma iniciativa para buscar formas de se defender contra armas hipersônicas, ou seja, capazes de se deslocar a velocidades superiores a Mach 5 (1.715 metros por segundo).

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A agência começou a solicitar propostas para seu projeto Glibe Breaker, destinado a desenvolver uma tecnologia capaz de neutralizar veículos planadores que se lançam à atmosfera a partir de um míssil balístico e descem para a Terra.

Um exemplo disso é o russo Avangard, qualificado pelo presidente russo Vladimir Putin como insuperável para as defesas antimísseis modernas, que entrará em serviço nos próximos meses, segundo o líder russo. O Avangard, cujo desenvolvimento já foi concluído, será lançado por um míssil intercontinental gigante RS-28 Sarmat, cujos testes finais estão terminando na Rússia.

A DARPA busca "desenvolver e demonstrar uma tecnologia que seja decisiva para habilitar um interceptor avançado capaz de enfrentar ameaçar hipersônicas na atmosfera superior", querendo que essa tecnologia apareça rápido. Glide Breaker deveria passar por testes já em 2020. Enquanto isso, a Agência de Defesa de Mísseis, a organização do Pentágono encargada de defesa contra os mísseis balísticos, também tem seu próprio programa para desenvolver meios contra armas hipersônicas, recordou o autor da matéria, Michael Peck.

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"Há uma razão para a pressa. As armas hipersônicas podem penetrar as defesas antimísseis dos EUA ou atravessar a defesa dos porta-aviões norte-americanos", indicou Peck.

A solicitação da DARPA busca "soluções inovadoras" para deter os veículos planadores. "Se derrubar mísseis balísticos é difícil, então os veículos planadores […] são ainda mais difíceis [de serem interceptados]", frisou o autor da matéria.

Enquanto uma ogiva de um míssil balístico intercontinental se move por uma trajetória previsível à medida que desce através da atmosfera, um veículo planador pode manobrar, tornando seu abate mais difícil.

"O desafio mais óbvio é a capacidade de manobra dos veículos pesados, o que torna muito difícil seguir a trajetória do veículo e planejar um rumo de interceptação usando nossas capacidades atuais", explicou George Nacouzi, engenheiro do grupo de especialistas da RAND Corp. entrevistado pelo jornal.

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"A altitude de voo também é um desafio para os nossos sistemas atuais. O veículo pode voar alto demais para muitos interceptores atmosféricos e baixo demais para ser detectado e acompanhado rapidamente por radares de longo alcance", acrescenta.

Nacouzi acredita que há maneiras de derrubar os veículos pesados, "mas estas implicariam o uso de um sistema de monitoramento e vigilância quase onipresente, acompanhada por interceptores estrategicamente posicionados ou, possivelmente no futuro, armas de energia dirigida [a laser]".

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