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Preservação da Amazônia: políticas ambientais de Bolsonaro geram 'imprevisibilidade'

© Luciana Macêdo / Abrir o banco de imagensÁrea de plantação de eucalipto na Amazônia
Área de plantação de eucalipto na Amazônia - Sputnik Brasil
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As recentes posições que o governo de Jair Bolsonaro vem demonstrando em relação ao Meio Ambiente trazem um grau de imprevisibilidade em relação ao futuro da Amazônia no país. É o que afirma o presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama-DF), Alexandre Gontijo, em entrevista à Sputnik Brasil.

O Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, apresentou na semana passada aos governos da Noruega e da Alemanha, seus principais financiadores, junto com a Petrobras, os resultados de suas ações neste ano. O Fundo completou 10 anos em junho, realizando ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento na Amazônia Legal e atuando no fortalecimento do uso sustentável dos recursos florestais no Brasil e em outros países tropicais. 

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Na última segunda-feira, o ministro extraordinário do gabinete de transição, Onyx Lorenzoni, cirticou a atuação de ONG's estrangeiras no país e declarou que a Noruega tinha que aprender com o Brasil sobre preservação ambiental. Hoje, o embaixador norueguês no país, Nils Gunneng, afirmou que a Noruega aprendeu muito com o Brasil nos últimos anos de parceria. 

O presidente da Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama-DF), Alexandre Gontijo, em entrevista à Sputnik Brasil, declarou que o governo de Jair Bolsonaro representa uma imprevisibilidade do que pode acontecer com as políticas ambientais.

"Eu acho que o mais temeroso que a gente pode avaliar é que existe uma perspectiva bastante voltada para o setor produtivo e no Brasil a gente tem algumas controvérsias em relação a isso. O setor produtivo tem historicamente interpretado as questões ambientais muito mais como entraves do que como precauções para manter os recursos naturais", observou. 

"Então pelas falas que a gente tem relação ao licenciamento, com relação aos entraves que o meio ambiente coloca pro setor produtivo, é como se eles achassem que a gente faz apenas uma burocracia, mas na real o que está em jogo são estudos de análise de impactos bastante sérios, e pra poder ser ágil a gente tem que ter órgãos bem estruturados com quantitativo de pessoal suficiente para fazer isso em tempo hábil", acrescentou Alexandre Gontijo. 

Ao comentar o peso que a preservação ambiental representa no Brasil, o presidente do Asibama-DF lembrou que o país tem uma importância não só local, mas global, no que diz respeito à proteção do Meio Ambiente. 

"Boa parte do que é feito com o Meio Ambiente no Brasil vem de aportes financeiros internacionais, o Brasil tem um papel que transcende a importãncia nacional, tendo também importância global em relação ao Meio Ambiente. A gente tem a maior floresta tropical do mundo no nosso território, com a maior biodiversidade do mundo e com um impacto muito profundo as questões de mudança climática", afirmou. 

Ele também mencionou a proposta divulgada anteriormente pelo governo de juntar o Ministério da Agriculta e o do Meio Ambiente, argumentando que estas pastas entram em conflito de interesse, mencionando fato de que o ministro do Meio Ambiente deve ser indicado pelo setor produtivo, principalmente ligado ao agronegócio. 

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"Essa questão, principalmente, da competição por terra é um problema no Brasil há muito tempo. A gente tem ali o agronegócio querendo expandir a sua produção em áreas de floresta, e isso tem que ser feito com muita cautela. Acho que o mais importante seria aumentar a produtividade com tecnologia e não por expansão", destaca Gontijo. 

Segundo ele, é importante que haja um ministro realmente capacitado para assumir a pasta do Meio Ambiente, que tenha conhecimento na área e "tenha noção do que é de fato a função dos órgãos ambientais". 

De acordo com dados fornecidos pela assessorira do Ministério do Meio Ambiente, desde o lançamento do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm) política pública alinhada ao Fundo Amazônia em 2004, o Brasil garantiu uma queda de 75% de desmatamento na Amazônia, o que permitiu a captação de mais de R$ 3 bilhões em doações. Essa redução é considerada uma das principais contribuições no mundo para o enfrentamento à mudança do clima. 

Entre 2004 e 2017, Brasil diminuiu em 75% desmatamento, o que possibilitou ao Fundo captar mais de R$ 3 bilhões. Iniciativa é coordenada pelo MMA e gerida pelo BNDES. 

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