Por que Ocidente odeia Rússia? Cientistas políticos britânicos dão resposta

© Sputnik / Aleksei Druzhinin/Anton Denisov / Abrir o banco de imagensO Kremlin de Moscou
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O Ocidente odeia a Rússia por esse país não se comportar de acordo com a vontade dele, enfatizam os cientistas políticos britânicos em seu novo livro.

Em seu novo livro intitulado "Union Jackboot: What Your Media and Professors Don't Tell You About British Foreign Policy", os autores T.J. Coles e Matthew Alford apresentam uma discussão dedicada à atitude dos EUA e Reino Unido em relação à Rússia. Os especialistas asseguram que Washington exerce todos os esforços para manter sua hegemonia, mas Moscou, com sua falta de vontade de ceder, impede o domínio da ordem neoliberal.

Segundo indica Coles, citado pela edição CounterPunch, o Reino Unido considera a Rússia como "inimigo" já desde o início do século XX, enquanto os historiadores britânicos consideram esse período como a "Primeira Guerra Fria". Naquele tempo, os países estavam lutando por recursos estratégicos e rotas comerciais e, após a Revolução de 1917, a Rússia começou representando também uma ameaça ideológica.

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Em particular, o cientista político destaca que, quando o então presidente da Rússia, Boris Yeltsin, deixou seu posto, o país começou a se mover para o "nacionalismo econômico", os mercados deixaram de ser livres e as corporações norte-americanas tiveram que lidar com novos impostos. Eis o que se tornou uma ameaça real, mas essa razão não pode ser apresentada ao público — que o Ocidente "odeia a Rússia porque ela não faz o que lhe dizem". O verdadeiro objetivo que se persegue em relação a Moscou é manter a hegemonia econômica dos EUA e do "mercado livre" no mundo. No entanto, para si próprios os Estados Unidos continuam sendo protecionistas.

Ao mesmo tempo, os autores do livro também criticam as ações militares do Ocidente. Na opinião de Coles, os especialistas militares norte-americanos já há muitos anos sabiam que quaisquer tentativas da OTAN de influir sobre a Ucrânia resultariam em "anexação" da Crimeia. E agora, Moscou não está "atacando" Kiev de repente, mas demonstrando sua reação às ações da OTAN.

"Imaginem que a Escócia se separava do Reino Unido e que os russos começavam realizando manobras militares na fronteira para alegadamente conter os britânicos de conquistarem a Escócia. Ou se a Rússia realizasse suas manobras no Canadá ou no México, isso seria considerado uma ameaça enorme e uma violação da Carta da ONU, pelo menos", explica Coles.

"Seja o que for que a mídia dominante ocidental afirme, a Rússia e a China não representam uma ameaça militar, o problema é que o Ocidente simplesmente não gosta do ‘nacionalismo econômico' e do desenvolvimento desses países", resumiu.

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