Especialista revela algoritmo no uso de guerra eletrônica em mísseis de cruzeiro russos

© Sputnik / Vladimir AstapkovichBombardeiro russo Tu-22M3
Bombardeiro russo Tu-22M3 - Sputnik Brasil
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Rússia iniciou a produção em série de sistemas de guerra eletrônica para mísseis de cruzeiro. Falando com serviço russo da Rádio Sputnik, o membro do Conselho de Especialistas da Comissão de Indústria Militar da Rússia, Viktor Murakhovsky, esclareceu o princípio de equipamento dos mísseis com esses sistemas.

Na Rússia se iniciou a produção em série de sistemas de guerra eletrônica para mísseis de cruzeiro, disse à Sputnik Vladimir Mikheev, conselheiro do primeiro vice-diretor-geral do Consórcio de Tecnologias Radioeletrônicas russo.

"Hoje, os nossos mísseis de cruzeiro possuem um conjunto de defesa completo, porque tais armas estratégicas devem estar muito bem protegidas", disse ele no Airshow China 2018.

Segundo Mikheev, hoje os mísseis Kh-101 e Kh-102 estão equipados com sistemas de guerra eletrônica. Eles equipam os bombardeiros estratégicos de mísseis Tu-22M3, Tu-95 e Tu-160.O Kh-101 (Kh-102 na versão com ogiva termonuclear) é um míssil de cruzeiro ar-terra com utilização de tecnologias para redução da visibilidade aos radares.

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Rússia lança produção em série de sistemas de guerra eletrônica para mísseis de cruzeiro
Comentando o assunto para o serviço russo da Rádio Sputnik, o membro do Conselho de Especialistas da Comissão de Indústria Militar, Viktor Murakhovski, destacou o algoritmo de instalação de sistemas de guerra eletrônica em mísseis de cruzeiro.

"Os sistemas são instalados como carga útil para neutralizar os sistemas de defesa aérea. Estamos falando dos sistemas eletrônicos de defesa antiaérea, por exemplo, radares de diferentes tipos e outros meios."

Como explicou o especialista, tais equipamentos não são instalados em todos os mísseis de cruzeiro, mas naqueles que lideram um ataque em grupo ao inimigo. O algoritmo de ação é o seguinte: o primeiro míssil, com equipamento de guerra eletrônica, suprime os meios de SIGINT dos sistemas de defesa antiaérea e, neste caso, os mísseis subsequentes do grupo passam pelas linhas de defesa e atingem os alvos sem perdas.

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