Coreia do Norte ameaça retomar produção de armas nucleares se EUA não acabarem com sanções

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A Coreia do Norte pode retomar a construção de seus arsenais nucleares se as sanções econômicas dos EUA continuarem em vigor, declarou o governo norte-coreano em meio a negociações diplomáticas sobre o futuro das negociações de paz coreanas.

"Se os EUA continuarem se comportando de forma arrogante sem apresentar qualquer mudança em sua posição, a Coreia do Norte pode recomeçar a construção de forças nucleares", disse Pyongyang na sexta-feira à noite em um comunicado divulgado pela agência estatal.

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Acredita-se que a Coreia do Norte tenha obtido plutônio suficiente para munir dezenas de ogivas nucleraes. A Coreia do Sul acredita que seu vizinho do Norte pode ter desenvolvido entre 20 e 60 armas nucleares, segundo dados de inteligência citados por um alto funcionário em Seul.

Relatos anteriores afirmavam que Pyongyang tinha pelo menos 8 bombas. No auge das tensões na península coreana, o Norte se gabava de ter desenvolvido uma avançada bomba de hidrogênio e mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) capazes de atingir todo o continente americano.

O comunicado de sexta-feira se conteve pouco antes de ameaçar afastar-se das negociações com os EUA, mas mesmo assim disse que a "melhora das relações e sanções é incompatível". A questão das sanções econômicas veio à luz novamente nesta sexta-feira, como o secretário de Estado Mike Pompeo ofereceu sua opinião sobre as próximas ações em direção a Pyongyang.

Falando na rede Fox News, Pompeo disse que "manteremos a pressão econômica até que o presidente Kim [Jong-un] cumpra o compromisso que assumiu com o presidente [Donald] Trump em junho, em Singapura".

Simultaneamente, Pompeo lançou alguma luz sobre a próxima reunião com o oficial norte-coreano Kim Yong-chol na semana que vem, dizendo que vai girar em torno de uma segunda cúpula entre Trump e Kim.

"Os EUA pensam que suas repetidas sanções e pressões levam à 'desnuclearização'. Não podemos deixar de rir de uma ideia tão tola", informou o comunicado norte-coreano.

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Restrições contra o Norte aumentaram o conflito entre Washington e Seul. A Coreia do Sul ofereceu ajuda financeira e econômica ao Norte depois que as sanções foram suspensas. O presidente Moon Jae-in, por sua vez, prometeu que Seul ajudará Pyongyang a reconstruir estradas e ferrovias como um primeiro passo para consertar os laços entre os vizinhos.

Além disso, a Coreia do Sul considerou levantar suas próprias sanções econômicas destinadas a forçar a Coreia do Norte a abandonar suas armas nucleares. No início de outubro, a ministra de Relações Exteriores sul-coreana Kang Kyung-wha sugeriu que Seul estava disposto a levantar as restrições como um gesto de boa vontade em direção ao Norte.

Os planos sul-coreanos receberam uma forte repreensão dos EUA. "Eles não farão isso sem nossa aprovação. Eles não fazem nada sem a nossa aprovação", comentou Trump sobre os comentários de Kang. Autoridades de Washington prometeram, mais uma vez, manter um esforço de "pressão máxima" até que o Norte se desnuclearize.

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