OTAN receia 'aventureirismo militar' da Rússia, diz fonte

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Os maiores exercícios da OTAN dos últimos anos Trident Juncture visam avisar a Rússia contra o "aventureirismo militar", disse na quarta-feira (31) à Sputnik uma fonte diplomática europeia próxima à Aliança Atlântica.

As manobras decorrem na Noruega de 25 de outubro a 7 de novembro com participação de 50.000 efetivos, forças e meios de 29 países da OTAN e seus parceiros, como a Suécia e a Finlândia. Como declarou anteriormente o secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, os exercícios não são dirigidos contra algum país em concreto, mas enviam um sinal de que a "OTAN está pronta e é capaz de proteger todos os aliados de qualquer ameaça".

"Os exercícios da OTAN na Noruega visam avisar a Rússia contra o aventureirismo militar", disse o interlocutor.

Bombardeiro estratégico Tu-160 - Sputnik Brasil
Bombardeiros russos sobrevoam águas neutras do mar da Noruega em meio às manobras da OTAN
Segundo o diplomata, os países europeus membros da Aliança estão preocupados com a possibilidade de um confronto com a Rússia no caso de envolvimento do lado russo em algum incidente militar súbito perto das fronteiras externas da OTAN.

Ao mesmo tempo, ele lembrou a situação da morte de efetivos das forças de paz russas na Ossétia do Sul em 2008, seguida pela proclamação da sua independência e da Abkházia.

Em 8 de agosto de 2008, as tropas georgianas atacaram a república da Ossétia do Sul. A Rússia defendeu os seus moradores e expulsou os militares georgianos da região depois de cinco dias de combates. Em 26 de agosto de 2008, Moscou reconheceu a soberania das duas repúblicas.

Moscou declarou repetidamente que, devido ao aumento das atividades dos países da OTAN perto de suas fronteiras, não deixará sem atenção as ações potencialmente perigosas para os seus interesses.

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