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Canadá prepara resposta à 'ameaça russa' no Ártico, diz mídia

© AP Photo / Dmitry LovetskyUm dos maiores submarinos nucleares russos construídos ainda na época da União Soviética é o Typhoon (Akula), que continua a ser o maior do mundo com cerca de 25.000 toneladas métricas (27.500 toneladas). Visto de frente no Mar de Barents, Ártico russo, nesta fotografia de setembro de 2001
Um dos maiores submarinos nucleares russos construídos ainda na época da União Soviética é o Typhoon (Akula), que continua a ser o maior do mundo com cerca de 25.000 toneladas métricas (27.500 toneladas). Visto de frente no Mar de Barents, Ártico russo, nesta fotografia de setembro de 2001 - Sputnik Brasil
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A Marinha do Canadá pretende comprar fragatas britânicas “Tipo 26”, projetadas para combater submarinos, informa o jornal.

De acordo com o jornal Defense News, a construção desses navios no Reino Unido começou apenas no último verão, o que pode provocar um atraso nas entregas e um aumento do custo dos navios. Os autores do artigo acreditam que tais riscos se devem ao desejo de encontrar uma resposta à "ameaça russa" no Ártico o mais rápido possível.

"Para os canadenses, os armamentos antissubmarino são uma questão muito importante. Se você está preocupado com os submarinos russos e a ameaça aérea, então os navios Tipo 26 são a solução correta", afirma Bryan Clark, analista do Centro de Avaliação Estratégica e Orçamentária e comandante aposentado da Marinha dos Estados Unidos, citado pela edição.

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De acordo com presidente da empresa Lockheed Martin Canadá, que irá fornecer os navios britânicos à Marinha canadense, nos últimos 15 anos as potências ocidentais investiram principalmente no desenvolvimento da defesa antiaérea, mas agora ficou claro que a ameaça provém principalmente dos submarinos.

No total, o Canadá pretende comprar 15 fragatas, que custarão ao governo $60 bilhões de dólares (cerca de 222 bilhões de reais).

Recentemente, a mídia informou que os países-membros da OTAN pretendem iniciar o desenvolvimento de sistemas marítimos não tripulados, projetados para combater a ameaça dos submarinos russos.

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Em outubro, o comandante do departamento de operações dos fuzileiros navais da Marinha holandesa, Jeff Mac Mootry, disse que os navios de guerra e aviões russos estavam tentando provocar os militares britânicos e holandeses em manobras no Ártico. De acordo com ele, os navios russos se tornaram muito mais modernos do que nas décadas passadas e os aviões voam muito próximo dos navios adversários. O general acredita que tais ações podem ser chamadas de "provocação".

Por seu lado, o vice-presidente do Comitê de Segurança e Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Yuri Shvytkin, em resposta a estas acusações, disse que Moscou atua no Ártico de acordo como todas as regras e que não permite ações provocativas contra navios de outros Estados.

"Esta é mais uma tentativa dos países da OTAN de dominarem no Ártico a fim de alcançarem seus objetivos", disse o deputado.

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