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Novo foguete superpesado russo permitirá voos a Marte

© Sputnik / Yevgeny BiyatovLançamento de foguete-portador Soyuz-2.1a do cosmódromo Vostochny
Lançamento de foguete-portador Soyuz-2.1a do cosmódromo Vostochny - Sputnik Brasil
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O novo portador superpesado, cujo lançamento está previsto para 2028, será capaz de enviar módulos de uma futura estação não apenas para a órbita lunar, mas também para a sua superfície, disse o diretor-geral da Roscosmos.

O foguete superpesado foi projetado para lançar e colocar cerca de 100 toneladas de carga na órbita da Terra. Ele é necessário para organizar voos tripulados à Lua e a Marte, ou para enviar grandes objetos (satélites, por exemplo) para a órbita da Terra.

"Estamos discutindo a configuração técnica do foguete superpesado, relatou Alexandr Medvedev, projetista-geral de foguetes portadores. Este foguete vai ser lançado a partir do cosmódromo Vostochny. A sua potência deve ser suficiente para fazer chegar módulos de [uma futura] estação não apenas à órbita da Lua, mas também à sua superfície, a partir de 2028", postou o diretor-geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, no Twitter.

O decreto do presidente russo, Vladimir Putin, sobre a criação de um foguete portador superpesado foi assinado no começo de 2018. A empresa RSC Energia foi indicada como a principal desenvolvedora do complexo.

Até final de 2019, o esboço do projeto do foguete deve estar concluído, estando o primeiro lançamento previsto para 2028 a partir do centro espacial russo Vostochny, na região de Amur. O foguete superpesado permitirá realizar voos espaciais à Lua e a Marte.

Lançamento de um foguete de cosmódromo Vostochny (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Analista explica por que Rússia precisa de foguete lançador de carga pesada
Usar um foguete superpesado não é a única maneira de chegar à órbita lunar. Anteriormente, na Rússia, já havia sido proposto o uso de um esquema de dois lançamentos para enviar uma espaçonave ao satélite natural da Terra. Dois foguetes pesados Angara na versão A5V (com maior capacidade de carga graças ao terceiro estágio a hidrogênio) poderiam lançar separadamente o bloco de aceleração e a espaçonave. Depois do seu acoplamento na órbita da Terra, o conjunto tomaria rumo à Lua. Mais cedo, Rogozin informou que a Rússia poderá realizar este projeto em 2023-2024.

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