Militantes na Síria não poderiam subsistir sem apoio permanente dos EUA, opina analista

© REUTERS / Ammar AbdullahMilitantes rebeldes da oposição síria
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Na Síria, os terroristas têm possibilidade de penetrar nas frequências de rádio da aviação russa, segundo declarou a Defesa russa. O especialista Vladimir Kozin explica quem poderia ter fornecido essas tecnologias a vários grupos armados que operam ali.

Recentemente, o vice-ministro russo da Defesa, Aleksandr Fomin, afirmou que na Síria, "os terroristas têm as capacidades técnicas para até mesmo penetrar nas frequências de rádio usadas pela aviação russa", adicionando que para atingir isso, "eles necessitam de um equipamento especial".

Soldado norte-americano, à esquerda, sentado em veículo blindado perto da tensa linha de frente entre o Conselho Militar de Manbij, apoiado pelos EUA, e os combatentes apoiados pelos turcos, em Manbij, norte da Síria, 4 de abril de 2018 - Sputnik Brasil
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Ademais, ele disse que os combatentes com certeza "não o desenvolveram de joelhos ou no deserto".

Nessa conexão, Vladimir Kozin, analista militar e investigador do Centro de Pesquisas Político-Militares da Universidade MGIMO, afirmou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que, na Síria, os combatentes recebem ajuda técnico-militar e financeira desde o início da guerra civil nesse país árabe.

"Desde o início dos acontecimentos sírios, os países-chave do Ocidente, liderados pelos Estados Unidos, bem como seus aliados na região que não fazem parte da OTAN, ajudaram e continuam apoiando os grupos armados no território da República Árabe Síria, inclusive as organizações terroristas", afirmou.

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Em particular, o especialista explicou que "se trata tanto de entregas de armas e equipamento militar, inclusive aparelhagem de rádio e dispositivos eletrônicos, como de apoio financeiro, cobertura política e também de ajuda com conselheiros militares".

Na opinião dele, é difícil crer como "esses grupos armados poderiam existir durante sete anos se não recebessem tal apoio permanente".

Para ilustrar a interação direta entre os militares norte-americanos e os combatentes que operam na Síria, o especialista deu o exemplo da zona militar fechada ao redor de base estadunidense de Al-Tan, na província de Homs.

"Nessa conexão, vale a pena prestar atenção especial à zona militar fechada que os militares criaram ilegalmente ao redor da base de Al-Tan, no sudeste da Síria, perto da fronteira com a Jordânia. A base foi ela própria criada de forma totalmente ilegal, sem permissão do Governo sírio e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU — e, ao redor dela, um vasto território continua sendo uma zona onde, na proximidade dos militares norte-americanos, permanecem vários grupos extremistas", indicou.

"E é evidente que nessa área há uma interação muito estreita entre os militares dos EUA e esses agrupamentos", adicionou em conclusão.

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