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Hora de lucrar: por que analistas americanos apelam a investir em ações russas

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Um colunista da revista norte-americana Forbes sugere que seus compatriotas se esqueçam de sua atitude em relação ao presidente russo Vladimir Putin e aproveitem a situação na bolsa de valores russa.

O autor do artigo, Simon Constable, especializado em economia aplicada, apela para que os leitores aproveitem a entrada em vigor das sanções contra o Irã em 4 de novembro e tirem vantagem do aumento dos preços das ações russas no curto prazo.

Sanções contra Irã e mercado de petróleo

O preço da energia, especialmente do petróleo, influencia muito a bolsa de valores russa e seu aumento tende a fazer crescer as ações das empresas russas, diz a matéria. Com as sanções anti-iranianas à vista, o preço do petróleo poderá subir para uns 90 dólares, segundo estimativas citadas por Constable.

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O preço deste combustível, por sua parte, depende muito da oferta. Ora, as restrições postas à exportação do petróleo iraniano deixarão o mercado sem uma considerável parte da oferta diária. Atualmente, o volume de petróleo que o mercado perde diariamente é de cerca de 750.000 barris por dia, indica o artigo e, a partir de 4 de novembro, este número aumentará em mais 500.000 barris, conforme os países cumpram as sanções dos EUA.

Porém, as sanções contra Teerã não são o único fator que afeta o mercado de energia, afirma Constable. A queda da extração na Venezuela, a instabilidade dos fornecimentos na Líbia, na Nigéria e no Iraque devido às situações instáveis nestes países, todos eles importantes fornecedores de petróleo, contribuem para o aumento do preço.

Sanções contra a Rússia?

Outro fator que pode fazer aumentar aos preços do petróleo e posterior subida das ações russas são as sanções contra a Rússia, ou melhor, o fato de serem menos graves do se esperava, acredita o colunista.

Analistas citados pelo artigo duvidam que os gigantes de energia russos seja punidos com sanções e isso já é uma ótima notícia para os investidores.

Além disso, a Rússia apresenta uma bolsa de valores "relativamente acessível" do ponto de vista do rácio preço-rendibilidade e, por isso, atrai o interesse dos investidores estrangeiros por serem ganhos fáceis. Mesmo assim, os especialistas citados não esperam ganhos muito altos devido ao atual clima empresarial no país.

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Constable explica que os mercados acessíveis costumam ter um melhor rendimento do que os mercados mais caros. A Rússia ocupa o terceiro lugar neste aspecto, sendo superada apenas pela Turquia e Argentina, que estão passando por uma crise financeira acompanhada por uma forte desvalorização da moeda nacional.

O autor da matéria não descarta que o rublo russo possa ter um risco parecido, mas ressalta que o país está muito mais sólido perante a ameaça pois tem um superávit no comércio (exporta mais do que importa).

O país também possui uma pequena dívida pública — 12,6% do PIB nacional, comparados com 80% em 2000.

A baixa dívida pública leva ao fortalecimento da moeda em bons tempos, enquanto a subida iminente dos preços do petróleo significa que "a moeda, pelo menos, não se desvalorizará", conclui Constable.

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