Estrabismo? Encontrada 'imperfeição' em da Vinci que seria chave do seu sucesso

© AFP 2022 / Gabriel BouysO Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci
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O pintor, inventor e polímata Leonardo da Vinci pode ter sofrido uma desordem ocular que o ajudou na criação de obras de artes inigualáveis, de acordo com estudo recentemente publicado pela revista JAMA Ophthalmology.

Doutores da Faculdade de Optometria e Visão da Universidade de Londres diagnosticaram o artista renascentista italiano, Leonardo da Vinci, com estrabismo depois de analisar o alinhamento dos olhos em suas obras de artes que possivelmente foi alinhado ao seu próprio.

Estrabismo nada mais é do que um desvio de um dos olhos da direção correta, tornando impossível para o estrábico direcionar simultaneamente os eixos visuais a um determinado ponto.

© Foto / Christopher Taylor / Jama Ophthalmology 2018Quadro Salvator Mundi, suposto autorretrato de Leonardo da Vinci
Quadro Salvator Mundi, suposto autorretrato de Leonardo da Vinci - Sputnik Brasil
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Mas a lista de artistas identificados como estrábicos não se limita a Leonardo da Vinci. "Um número de famosos artistas foram identificados como estrábicos baseando-se no alinhamento dos olhos evidente em seus autorretratos, incluindo Rembrandt Harmenszoon van Rijn, Albrecht Dürer, Giovanni Francesco Barbieri (também conhecido como Il Guercino, que em italiano significa ‘o piscador'), Edgar Degas e Pablo Picasso", disse o neurocientista e autor do estudo, Chistopher Tyler.

Vale destacar que estudiosos acreditam que estrabismo ajude pintores a serem melhores na hora de criar, pois pessoas estrábicas conseguem focar em dois pontos diferentes ao mesmo tempo, tendo uma visão tridimensional do que está acontecendo ao seu redor, diferentemente de pessoas não estrábicas.

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Quando um olho se desvia, o cérebro passa a desconsiderar os sinais do olho desfocado, prevenindo o efeito e dando uma imagem mais estática para ser usada na criação da pintura.

Alguns trabalhos de da Vinci foram analisados pela equipe de doutores: dois desenhos, duas pinturas a óleo e duas esculturas. Em todos os casos, o desalinhamento dos olhos foi mensurável, apesar de não severo, correspondendo a um desvio de —10,3° no olho esquerdo das seis obras, ou seja, poderia se tratar de exotropia — estrabismo divergente com desalinhamento de um olho para fora.

Para Chistopher Tyler, "o peso da evidência convergente sugere que Leonardo tinha exotropia intermitente, com uma habilidade de mudar para uma visão monocular".

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