Guerra à vista? Analista comenta possibilidade de conflito entre EUA e China ou Rússia

© AFP 2022 / Johannes EiseleSoldados norte-americanos no Afeganistão (foto de arquivo)
Soldados norte-americanos no Afeganistão (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Segundo uma pesquisa da mídia norte-americana, cerca de metade dos militares dos EUA está convencida de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado. Um analista militar russo comentou o assunto.

De acordo com uma pesquisa recente, publicada pelo portal Military Times, 46% dos participantes não duvidam que no próximo ano ocorrerá um confronto militar. A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares norte-americanos tinham essa convicção. 

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Quanto aos inimigos mais prováveis, os militares norte-americanos mencionaram principalmente a Rússia e a China (71% e 69% dos entrevistados, respectivamente).

Os militares consideram que o ciberterrorismo representa o maior perigo para a sua segurança nacional, enquanto a Coreia do Norte deixou de estar entre as maiores ameaças, segundo os soldados estadunidenses. 

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar Igor Shatrov opinou que essas mudanças de atitude entre os militares são causadas pela propaganda de Washington.

"Atualmente, a propaganda anti-Rússia e anti-China é ativamente promovida na sociedade norte-americana. A mídia estadunidense fala muito sobre o estado das Forças Armadas da Rússia e da China, especialmente sobre a prontidão de combate do Exército russo. Uma coisa é a prontidão de combate, outra coisa são as intenções agressivas, é evidente que a Rússia não tem tais intenções", explicou o analista, sublinhando que Washington, por sua vez, apresenta o restabelecimento do potencial de defesa russo como uma ameaça.

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O analista sublinha que, hoje em dia, uma confrontação militar direta entre os EUA e a Rússia ou os EUA e a China é impossível.

"As grandes potências das quais fazem parte os EUA, a Rússia e a China, se confrontam permanentemente. Entretanto, nas últimas décadas essas confrontações são indiretas – ocorrem nos territórios de países terceiros através do apoio a diferentes partes dos conflitos locais. Essa rivalidade reveste a forma de concorrência de armamentos", disse Shatrov.

O analista sublinha que não são de excluir alguns confrontos entre os EUA e a China, por exemplo, na zona do mar do Sul da China, mas "é difícil imaginar uma guerra de grande escala, é uma previsão utópica", concluiu ele.

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