EUA estão recusando ofertas da Rússia para pacto contra intervenções, diz diplomata

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A Rússia propôs garantias mútuas aos Estados Unidos sobre o não envolvimento nos assuntos soberanos uns dos outros, mas Washington continua a rejeitar a oferta, disse um alto diplomata russo a repórteres.

Moscou tem oferecido repetidamente esse tipo de acordo ao Departamento de Estado dos EUA nos últimos anos, e observou que o esquema funcionou em 1933 para o restabelecimento de relações saudáveis entre os Estados Unidos e a União Soviética, afirmou o chefe do Departamento de Relações Exteriores para a América do Norte, Georgy Borisenko.

Em 1933, o ministro das Relações Exteriores soviético Maksim Litvinov e o presidente dos EUA, Franklin D. Roosevelt, trocaram notas pessoais com obrigações de não interferir nos assuntos soberanos da outra nação, observou Borisenko. Ele disse que essas garantias mútuas foram dadas por insistência dos Estados Unidos porque, após a Grande Depressão, Washington estava extremamente preocupado com a disseminação das ideias comunistas.

"Hoje nos propomos a trocar cartas com conteúdo semelhante, por exemplo, entre os chefes dos ministérios das Relações Exteriores da Rússia e dos Estados Unidos. Infelizmente, Washington está teimosamente evitando essa proposta, eles a recusam de uma maneira simplesmente categórica", declarou o diplomata.

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Ele afirmou que a última vez que Moscou propôs um pacto de não-intervencionismo para Washington foi em junho deste ano, antes do encontro entre Vladimir Putin e Donald Trump em Helsinque. Os EUA novamente emitiram uma resposta negativa à oferta.

Tais desenvolvimentos dão uma forte impressão de que os Estados Unidos simplesmente não têm nenhum desejo de fazer promessas de não envolvimento nos assuntos soberanos da Rússia, enquanto Moscou poderia garantir tal comportamento de seu lado a qualquer momento.

A Rússia tem repetidamente rejeitado as acusações americanas de tentativas de influenciar sua política interna, que se tornou especialmente forte durante e após as eleições presidenciais de 2016. Ao mesmo tempo, a Rússia detectou tentativas de influenciar seus processos políticos internos do território dos EUA, como ataques em massa a sites de agências estatais e órgãos eleitorais, mas resistiu acusando as autoridades dos EUA de orquestrar ou apoiar esses ataques.

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