Para que OTAN 'está colocando a mira' nos aeródromos ucranianos?

© AP Photo / Efrem LukatskyCaça ucraniano MiG-29 estaciona na base aérea de Vasilkov perto de Kiev, Ucrânia, 23 de novembro de 2016
Caça ucraniano MiG-29 estaciona na base aérea de Vasilkov perto de Kiev, Ucrânia, 23 de novembro de 2016 - Sputnik Brasil
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Em 8 de outubro, na Ucrânia começaram os exercícios militares Clear Sky 2018 com participação de diversos países da OTAN. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista militar russo Viktor Baranets expressou a sua opinião sobre os objetivos ocultos desses exercícios.

Os treinamentos aéreos multinacionais Clear Sky 2018 envolvem militares de nove nações (EUA, Bélgica, Dinamarca, Estônia, Holanda, Polônia, Romênia, Reino Unido e Ucrânia) e tem lugar de 8 a 19 de outubro nas regiões ucranianas de Vinnytsia e Khmelnytskyi.

A embaixada dos EUA na Ucrânia comunicou anteriormente que diversos caças F-15 e aviões de transporte C-130 Força Aérea dos Estados Unidos tinham chegado ao país para participar nos treinamentos.

O colunista e analista militar russo Viktor Baranets explicou ao serviço russo da Rádio Sputnik os verdadeiros objetivos dos exercícios.

"A Ucrânia é representada nos exercícios por dez aparelhos aéreos, principalmente por helicópteros e alguns MiG-29 ainda capazes de decolar. No total, nos treinamentos prometem apresentar quarenta aparelhos aéreos. A Ucrânia, como sempre, na sua habitual retórica, chama os exercícios dos maiores dos últimos tempos", comentou Viktor Baranets. Segundo ele, se para a Ucrânia estes são os maiores treinamentos, a Rússia, só para comparar, chegou a acionar cerca de 300 aviões e helicópteros nos exercícios.

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Kiev irá realizar o evento nas regiões ocidentais e "aqui se enxerga um aspecto cauteloso da OTAN — é escolhida esta parte do país para não irritar a Rússia", destacou o especialista, acrescentando que os exercícios seguem a narrativa oficial de manter a segurança do flanco oriental da OTAN.

"Entretanto, hoje em dia se pode falar que a Aliança Atlântica começa devagarinho a forçar a adaptação da Ucrânia, da sua defesa antiaérea, aos padrões da OTAN. A OTAN procura dominar o teatro oriental de operações militares, ‘colocando a mira' nos aeródromos ucranianos, em suas posições. Ou seja, sob o pretexto de exercícios, nós observamos ‘absorção' da Ucrânia, que ainda sonha em entrar neste bloco", concluiu Viktor Baranets.

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