Céu imbatível: como Rússia protegerá suas cidades com novo sistema de defesa antiaérea?

© Sputnik / Aleksandr Vilf / Abrir o banco de imagensSistema de defesa antimíssil Buk-M1, Rússia (foto de arquivo)
Sistema de defesa antimíssil Buk-M1, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Recentemente, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou o desenvolvimento de novos sistemas antimísseis não estratégicos.

As cidades russas, parques industriais e locais socialmente significativos serão protegidos por sistemas de defesa antiaérea móveis, informa uma fonte do ministério.

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Os componentes dos sistemas de defesa podem ser transferidos de uma região para outra e ser rapidamente implantados. Nessa matéria, a Sputnik aborda o novo plano de defesa antiaérea.

Nível tático-operacional

O sistema de defesa antiaérea estratégico A-135, que já está implantado na Rússia, será substituído em breve por A-235 mais avançado. A principal missão é proteger a região industrial de Moscou de mísseis balísticos intercontinentais e mísseis balísticos lançados de submarino no caso de uma guerra nuclear.

O novo sistema de defesa antiaérea prevê tarefas de menor escala e poderá interceptar mísseis balísticos e aerobalísticos com um alcance de centenas de quilômetros. Em primeiro lugar, trata-se especialmente dos mísseis táticos ATACMS norte-americanos.

Os mísseis ATACMS foram adotados em serviço em 1991 e já foram usados pelo Exército dos EUA no Oriente Médio durante as operações Tempestade no Deserto e Liberdade do Iraque. No total, foram lançados 500 mísseis desse tipo. No ano passado, o 20º Regimento de Artilharia de Campanha do Exército dos EUA começou a testar a nova versão dos ATACMS com um alcance de 400 a 500 quilômetros. Esses indicadores já são comparáveis com as capacidades dos sistemas de mísseis tático-operacionais russos Iskander.

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Foi proposto ao Pentágono a implantação desses mísseis na Polônia, direcionados para o Exército russo na região de Kaliningrado. Mas o fato é que essas armas não estão disponíveis apenas aos países da OTAN. Os mísseis balísticos de curto alcance podem ser atualmente produzidos na China, Paquistão, Irã, Índia e Coreia do Norte. Pyongyang já vende esse armamento para o Egito e Arábia Saudita. No entanto, o problema maior é se essas armas vierem a cair nas mãos de organizações terroristas, nesse caso as consequências para as cidades no sul da Rússia seriam desastrosas.

Juntar componentes já existentes

Não está exatamente claro quando e onde estes sistemas antimísseis não estratégicos serão implantados, bem como quais os elementos que irão possuir. No entanto, de acordo com muitos especialistas militares, o Ministério da Defesa tem tudo o que é necessário para isso. As Forças Terrestres e a Força Aeroespacial da Rússia estão armadas com sistemas capazes de destruir eficazmente mísseis balísticos e aerobalísticos de curto alcance. E é possível realizar modificações nos sistemas para resolver novas tarefas com relativa rapidez e baixo custo.

"As Forças Armadas têm armas antiaéreas suficientes para destruir esses alvos: Top-M2, Buk-M2 e Buk-M3, S-300B4, S-300PMU2, S-400", esclareceu Viktor Murakhovksy.

"Aqui trata-se da criação de um sistema mais barato […] Um míssil deste sistema deve ser especializado, de pequeno porte e destinado a interceptar alvos balísticos e aerobalísticos em distâncias relativamente curtas", acrescentou.

O analista enfatizou que o novo sistema pode não ser necessariamente móvel. Para proteger objetos fixos, basta ser transportável.

Segundo Murakhovsky, os outros componentes que podem ser usados no novo sistema de defesa já foram criados e estão sendo usados com sucesso. 

Proteção de visão total

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O sistema S-350 Vityaz, que pode servir de base para a criação de um sistema antimíssil não estratégico, foi apresentado pela primeira vez ao público no evento aéreo MAKS-2013. É um lançador de mísseis autopropulsado, que funciona em conjunto com um radar de visão total com varredura eletrônica e um posto de comando baseado no chassi de um caminhão especial BAZ.

O sistema consiste de mísseis de médio alcance, usados nos sistemas de defesa antiaérea S-400, e mísseis de curto alcance. Segundo o chefe das tropas de mísseis da Força Aeroespacial da Rússia, major-general Sergei Babakov, o novo sistema de defesa antiaérea terá alta manobrabilidade e capacidade de sobrevivência. Anteriormente, foi relatado que o S-350 seria adotado até o final desta década.

No mundo, há alguma experiência de criar um sistema antimíssil não estratégico, em particular, o sistema tático Cúpula de Ferro que ao longo de sete anos protege eficazmente as cidades israelenses de foguetes com um alcance de 4 a 70 quilômetros. Futuramente, Israel planeja modernizar o sistema para combater alvos balísticos e aumentar seu alcance para 250 quilômetros.

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