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Ministério: Israel não aprecia S-300 na Síria, mas não pode cessar operações militares ali

© Sputnik / Pavel Lisitsyn / Abrir o banco de imagensSistemas antiaéreos russos S-300 durante o ensaio do desfile militar em Ekaterinburgo (foto de arquivo)
Sistemas antiaéreos russos S-300 durante o ensaio do desfile militar em Ekaterinburgo (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Israel não está satisfeito com o surgimento dos S-300 na Síria, mas não pode deixar de efetuar operações militares no país vizinho, afirmou nesta quarta-feira (3), em entrevista à estação de rádio local Reka o ministro da Defesa israelense, Avigdor Lieberman.

O titular comentou pela primeira vez a declaração de seu homólogo russo, Sergei Shoigu, sobre a entrega dos sistemas de defesa antiaérea para a Síria como medida de resposta ao incidente trágico com o avião russo Il-20.

O avião de reconhecimento russo com 15 militares a bordo foi abatido por engano no dia 17 de setembro pela defesa antiaérea síria durante a retaliação de um ataque conduzido pela aviação israelense, que Moscou responsabilizou pelo incidente. 

"Não posso dizer que estamos satisfeitos com a presença dos S-300 [na Síria]. Mas é um assunto em que não temos saída. É impossível não tomar decisões", assinalou Lieberman. 

Carregamento do lançador do sistema de defesa antiaérea S-300 no âmbito das manobras Vostok 2018 - Sputnik Brasil
Jornal sírio: sistemas S-300 são uma 'correia' para Israel
O ministro reforçou que Israel "só defende seus interesses vitais", estando em uma situação em que "não pode se permitir quaisquer compromissos em tudo o que tem a ver com seus interesses na área da segurança". 

Além disso, Avigdor Lieberman afirmou que a Rússia e Israel precisam reestabelecer "relações normais" na Síria, expressando seu pesar por Moscou se recusar a aceitar as explicações de Israel quanto ao não envolvimento na tragédia com o avião russo. 

"O objetivo mais importante de hoje é voltar ao regime de trabalho normal, coordenação, empregar mais ativamente a linha telefônica especial para prevenir situações de conflito. É preciso trabalhar", concluiu o ministro israelense. 

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