'Mundo está esperando explicações': economista comenta dívida pública recorde dos EUA

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A dívida pública dos EUA ultrapassou a marca sem precedentes de 21,5 trilhões de dólares (R$ 84,5 trilhões). Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o economista Aleksandr Abramov explicou as razões possíveis e a reação eventual dos investidores.

A dívida pública dos EUA bateu o recorde, superando 21,5 trilhões de dólares (R$ 84,5 trilhões), comunicou a edição Washington Examiner. Durante o ano financeiro de 2018, que terminou a 30 de setembro, ela aumentou em 1,2 trilhões de dólares (R$ 4,7 trilhões).

A edição sublinhou também que até 2020 o déficit orçamental dos EUA ultrapassará o trilhão de dólares, enquanto a dívida pública permanecerá com tendência de crescimento bem rápido, porque as despesas governamentais não são controladas de forma nenhuma.

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Em agosto, o Congresso norte-americano comunicou que os empréstimos do governo, nos primeiros 11 meses do ano financeiro, foram de 895 bilhões de dólares, o que é 222 bilhões mais que no ano anterior.

O especialista do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas russo, Aleksandr Abramov, explicou ao serviço russo da Rádio Sputnik, o que podia ter causado o aumento da dívida pública dos EUA até esse nível extraordinário.

"Temos que notar desde já que enquanto os EUA forem capazes de cumprir seu serviço de dívida, ou seja, de pagar sem tardança, é pouco provável que algum dos investidores possa reclamar quanto ao nível alto da dívida", opina o economista.

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Entretanto, ele afirma que esse se tornou um problema grande e o recorde de hoje foi provocado, provavelmente, por tais problemas como a reforma fiscal e outras indulgências que cortaram parte das receitas do orçamento.

Para Aleksandr Abramov é evidente que, ao calcular a reforma fiscal, os EUA esperavam o surgimento de novos rendimentos daqui a algum tempo. Mas isso ainda não aconteceu. Por isso o crescimento da dívida pública dos EUA "se torna um problema mais alarmante e o mundo hoje, provavelmente, estará esperando dos EUA explicações mais ou menos claras do que acontecerá depois", concluiu o economista.

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