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Bloomberg reconhece que Rússia é capaz de defender sua moeda

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Durante 2018 o rublo russo caiu 17% em relação ao dólar devido à crise de divisas dos mercados emergentes. Entretanto, a Rússia tem bastantes ferramentas para defender sua moeda nacional, afirmou o colunista da Bloomberg, Marcus Ashworth.

O economista reconheceu que os operadores bolsistas costumam ser sensíveis à participação governamental na atividade dos bancos centrais e lembrou o recente exemplo da Turquia.

"Entretanto, novas desvalorizações do rublo estão longe de serem garantidas. A Rússia tem ferramentas de defesa mais fortes que outros países com mercados emergentes. Ao mesmo tempo, o Banco Central pode aumentar as taxas sempre que seja necessário", explicou o analista.

Ashworth advertiu sobre possíveis novas sanções, mas admitiu que as numerosas medidas anteriores não tiveram impacto considerável na economia russa. "Exceto se as sanções forem adotadas contra a dívida estatal, a economia russa poderá enfrentá-las", acrescentou ele.

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As entidades financeiras da Rússia e dos EUA já adotaram pequenas, mas significativas medidas para reduzir a pressão sobre o rublo. Assim, o Banco Central da Rússia demorou as compras de dólares até o fim de setembro, enquanto o Departamento do Tesouro dos EUA suspendeu os dois últimos leilões de títulos públicos.

O vice-ministro das Finanças da Rússia, Vladimir Kolychev, declarou à Bloomberg que Moscou pode recomprar seus títulos se for necessário. Na verdade, a dívida russa equivale apenas a 13% do seu PIB, por isso a recompra dos títulos é um assunto viável.

Além disso, as reservas de divisas e de ouro da Rússia representam 460 bilhões de dólares (R$ 1,9 trilhões) e o preço do petróleo está crescendo constantemente, destacou o colunista da Bloomberg. Portanto, o país tem uma reserva financeira segura para recomprar sua dívida pública.

Caso o rublo sofra uma queda drástica, o Banco Central aumentará as taxas de juro. A presidente do Banco Central da Rússia, Elvira Nabiullina, anunciou uma discussão sobre o assunto que será realizada em 14 de setembro. Até agora, a economista qualificou o aumento das taxas como uma opção pouco provável.

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A rentabilidade dos títulos públicos russos cresceu de 7% a 9,1% desde fevereiro. O retorno real atingiu 6% – depois de deduzir a inflação – e é um dos índices mais altos do mundo. Portanto, as sanções econômicas não provocaram a saída de investidores da Rússia.

Segundo os dados citados por Kolychov, a quantidade de títulos russos que possuem os investidores estrangeiros caiu apenas 8% após a imposição das sanções.

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