EUA incentivam ações desestabilizadoras da Ucrânia no mar de Azov, diz deputado russo

© AFP 2022 / ALEXANDER KHUDOTEPLYGuardas costeiros ucranianos patrulham a costa do mar de Azov perto de Mariupol, em 16 de outubro de 2014
Guardas costeiros ucranianos patrulham a costa do mar de Azov perto de Mariupol, em 16 de outubro de 2014 - Sputnik Brasil
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A Embaixada da Rússia pediu para que os Estados Unidos parem de defender seus "protegidos" no mar de Azov. Durante entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o vice-presidente do Comitê de Defesa da Duma de Estado (câmara baixa do parlamento russo), Yury Shvytkin, compartilhou opinião sobre o assunto.

O pedido da embaixada russa em Washington foi direcionado aos EUA para que parem de defender "seus protegidos no mar de Azov", informa-se na declaração da missão diplomática.

A porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, anteriormente anunciou que "os EUA condenam o assédio da Rússia à navegação internacional no mar de Azov e no estreito de Kerch". Ela também salientou que "Moscou deteve desde abril centenas de navios mercantes e impediu ao menos 16 embarcações de chegar aos portos ucranianos".

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O Departamento de Estado dos EUA acredita que, além de violar as normas internacionais, isso dificulta o tráfego marítimo e representa exemplos adicionais de uma campanha para minar e desestabilizar a situação na Ucrânia.

Diplomatas russos criticaram Washington por fechar os olhos à "pirataria" ucraniana no referido mar, onde sua guarda costeira deteve a embarcação russa Nord e mantém detido desde 12 de agosto o navio-cisterna Mekhanik Pogodin com tripulação a bordo.

Durante entrevista à rádio, Shvytkin comentou a situação dizendo que "os Estados Unidos devem deixar de ser o polícia mundial e de promover ucranianos que violam o direito internacional e desestabilizam a situação".

"Os EUA dizem que estão interessados em garantir a estabilidade, mas, ao mesmo tempo, suas ações sugerem o contrário. Eles encorajam as ações desestabilizadoras das autoridades ucranianas, que chegaram ao poder depois do golpe, e isso é inaceitável. Portanto, pedimos às autoridades dos EUA que parem com essas ações e assumam uma posição construtiva."

Shvytkin complementa ressaltando que a Rússia não permanece sem resposta, pois ela hoje é um Estado poderoso com Forças Armadas potentes, além de um povo patriótico.

"Espero que os EUA reajam positivamente, embora haja sérias dúvidas nesta parte. Mas não podemos ficar à margem dessas ações ilegais por parte das autoridades ucranianas que incentivam os Estados Unidos. Esperamos que a razão prevaleça", enunciou.

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Kiev alega que Moscou cria obstáculos à navegação nas águas de Azov, e que mais de 150 navios ucranianos foram detidos através de bloqueios navais. Já a vice-ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Elena Zerkal, afirmou que os guardas fronteiriços russos, durante inspeção dos navios ucranianos, não violaram os protocolos no mar de Azov.

Enquanto o Serviço de Guarda Fronteiriço da Crimeia observa que a inspeção de navios estrangeiros é realizada em plena conformidade com o direito internacional marítimo.

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