China nega plano de envio de tropas ao Afeganistão

© REUTERS / China Daily Militares do Exército de Libertação Popular se preparam para o desfile militar comemorativo do 90° aniversário da fundação do exército, na base militar de Zhurihe na China, em 30 de julho de 2017.
Militares do Exército de Libertação Popular se preparam para o desfile militar comemorativo do 90° aniversário da fundação do exército, na base militar de Zhurihe na China, em 30 de julho de 2017. - Sputnik Brasil
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A China negou nesta quinta-feira (30) informações de que planeja levar tropas ao Afeganistão, afirmando que o país vizinho está engajado meramente em "cooperação normal na área militar e de segurança".

O porta-voz do Ministério da Defesa, Coronel Wu Qian, afirmou que não são verdadeiras as informações divulgadas no jornal de Hong Kong, South China Morning Post e outros jornais, de que centenas de soldados do Exército chinês iriam integram uma base no leste do Afeganistão.

A China tem uma longa fronteira com o Afeganistão na região remota de Wakhan, e desconfia em relação à violência e instabilidade crônica que transborda para a região chinesa de Xinjiang.

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No entanto, Wu afirmou que a China, assim como outros países, está ajudando o Afeganistão a aumentar suas capacidades de defesa na área, particularmente em ações contra o terrorismo.

"A China e o Afeganistão têm cooperação normal na área militar e de segurança", disse aos repórteres em seu um comunicado mensal.

O embaixador do Afeganistão na China, Juanan Mosazai, disse esta semana que Pequim está ajudando o Afeganistão a montar uma brigada de montanha para melhorar as operações contra o terrorismo, mas que nenhuma tropa chinesa seria colocada no território afegão.

"Enquanto o governo afegão aprecia a assistência chinesa e nossas forças militares estão trabalhando juntas e estreita coordenação para a utilização desta assistência, não haverá tropas militares chinesas de nenhum tipo envolvidas neste processo em solo afegão", afirmou Mosazai.

A China procurou aumentar sua presença no Afeganistão, incluindo em relação ao diálogo com o Talibã, após 17 anos de envolvimento do Ocidente, que mesmo assim manteve o país em guerra.

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Ao lado do Paquistão, Irã e Rússia, o país tem ganhado uma crescente influência na região, mesmo com os EUA gastando bilhões de dólares no que cobre a maior parte dos US$ 6,5 bilhões gastos anualmente em apoio às Forças Nacionais de Segurança do Afeganistão, que se esforçam para conter o Talibã.

Apesar da negação sobre a existência de atividade militar na área, segundo aponta a agência Associated Press (AP), há relatos de que veículos chineses estariam operando em Wakhan, entre as montanhas de Hindu Kush, ao sul do Tajiquistão e ao norte do Paquistão.

Junto com a assistência militar, a China tem oferecido equipamento e treinamento ao Afeganistão e um esforço de garantir a segurança de suas fronteiras e aumentar sua influência econômica no país, segundo a AP.

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