Analista afirma que ataque estadunidense contra a Síria não é inevitável

© U.S. Navy / Fotos PúblicasAtaque com mísseis dos EUA contra base aérea na Síria
Ataque com mísseis dos EUA contra base aérea na Síria - Sputnik Brasil
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No sábado (25), o Ministério da Defesa da Rússia fez várias declarações em relação aos preparativos para novas encenações de ataques químicos na Síria como pretexto para futuros ataques de retaliação estadunidenses. Em uma conversa com a Sputnik, um analista explica por que esses comunicados são importantes.

De acordo com a entidade militar russa que cita suas fontes anônimas, na Síria estaria sendo preparada uma provocação com o envolvimento de terroristas treinados por uma empresa militar privada britânica e vestidos de Capacetes Brancos, após o que Damasco poderia ser novamente acusado de ter usado armas químicas, enquanto os EUA, o Reino Unido e a França usariam isso como um pretexto para atacar estruturas governamentais sírias.

Representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, major-general Igor Konashenkov, durante uma entrevista coletiva sobre a situação na Síria, Rússia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
Defesa da Rússia revela quando acontecerá encenação de ataque químico na Síria
"Houve declarações do Ministério da Defesa [da Rússia] segundo as quais a preparação está em curso, foram apresentados fatos concretos. Provavelmente, isso impedirá provocações e ataques por parte dos EUA. Mas devemos estar preparados para eles", disse à Sputnik o cientista sênior do Centro de Pesquisa Árabe e Islâmica da Academia de Ciências da Rússia. Boris Dolgov.

Na opinião do cientista político, o crescimento da tensão em torno da Síria se encaixa na estratégia de Washington quanto à questão síria, cujo objetivo é retirar os líderes sírios encabeçados por Bashar Assad do poder, por eles serem aliados do Irã que, por sua vez, é rival de Israel, parceiro estratégico dos EUA na região.

"É verdade que a situação da Síria e em torno da Síria está se agudizando, e a principal razão é que esta agudização tem a ver com as ações dos EUA… Custava a imaginar que os EUA ficassem tranquilamente a observar como decorria a libertação do território sírio dos terroristas pelo exército governamental sírio. Por isso, essa situação é de fato bastante lógica a julgar pela política dos EUA na Síria", afirmou Dolgov.

O especialista sublinha que a realização de negociações para resolver o atual aumento da tensão é pouco provável, pois Washington não está interessado nelas.

"Negociar sobre quê? Sobre não efetuar ataques contra a Síria? Isto já se sabe, mas os EUA não vão negociar sobre se devem atacar ou não devem. As negociações em Genebra, ou seja, a sua continuação, são possíveis, mas as negociações precisamente sobre a agudização da situação simplesmente não se encaixam na lógica dos acontecimentos", frisou.

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