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Sexo oral: riscos ocultos por trás do prazer

CC0 / Pixabay / Mulher beijando homem
Mulher beijando homem - Sputnik Brasil
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O sexo oral pode ser considerado uma prática de risco menor em comparação à relação sexual vaginal ou anal desprotegida. Mas o único contato com secreções ou fluídos pode trazer consequências impensáveis. A Sputnik revela o que está em jogo sem profilaxia.

A Argentina está presenciando um aumento de pacientes com câncer de boca devido ao vírus do papiloma humano (HPV) transmitido através de relações sexuais desprotegidas. É mais fácil se infectar com este vírus através do sexo do que fumando ou bebendo álcool.

Vale destacar que esse vírus — responsável por mais de 70% dos casos de câncer de cabeça e pescoço — afeta mais os países da América Latina do que os da América do Norte ou da Europa.

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Existem mais de 200 tipos de HPV, 40 dos quais podem ser transmitidos tanto às áreas genitais, como à boca e garganta através do contato sexual direto com membranas mucosas, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos.

Este vírus pode infectar boca e garganta e causar diferentes tipos de câncer de orofaringe, que é a parte posterior da garganta como a base da língua e amígdalas. Sintomas desses tumores correspondem ao aumento de qualquer estrutura da boca, como a língua ou gengivas, dor, sangramento, úlceras que levam mais do que 15 dias para curar ou manchas brancas, vermelhas ou amarronzadas sobre a mucosa.

44% dessas condições ocorrem na boca, 33% na laringe e os restantes 23% na faringe, segundo diz o artigo publicado no Clarín. A maioria desses tumores pode ser detectada durante uma simples consulta odontológica, o que facilitaria um diagnóstico preliminar.

O câncer de boca é, junto com o melanoma, um dos cânceres visíveis piores devido ao atraso no diagnóstico. No entanto, atualmente está sendo detectado em etapas iniciais, o que aumenta significativamente a possibilidade de seu controle, segundo o jornal argentino.

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Fumar, consumir álcool, hereditariedade e infecção por HPV são hoje os principais fatores de risco, daí a importância da prevenção em todos os aspectos. No caso do sexo oral, o uso de profilaxia em encontros casuais pode controlar os riscos.

As lesões orais sem tratamento geralmente avançam rapidamente. Uma vez diagnosticadas, as alternativas de tratamento incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia e medicações específicas.

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