Rússia: EUA reforçam potencial militar no Oriente Médio para atacar forças sírias

© flickr.com / Departamento de Defesa dos EUAMíssil de cruzeiro Tomahawk lançado do destróier USS Barry (DDG 52) (foto de arquivo)
Míssil de cruzeiro Tomahawk lançado do destróier USS Barry (DDG 52) (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Os EUA estão aumentando o número de portadores de mísseis de cruzeiro no Oriente Médio para atacar as forças governamentais sírias, após a planejada encenação com alegado uso de armas químicas na província de Idlib, comunicou nesta segunda-feira (27), o representante oficial do Ministério da Defesa russo, major-general Igor Konashenkov.

"Os EUA continuam aumentando o número de portadores de mísseis de cruzeiro no Oriente Médio em conexão com os preparativos na província de Idlib de mais uma provocação com o alegado 'uso de armas químicas'", afrimou o representante da entidade russa. 

De acordo com o major-general, o destróier norte-americano equipado com 28 mísseis Tomahawk que recentemente entrou nas águas do mar Mediterrâneo pode atacar qualquer parte da Síria. 

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"No dia 25 de agosto, o destróier Ross da Marinha dos EUA, dotado de 28 mísseis Tomahawk, entrou no mar Mediterrâneo. O seu raio de ação permite efetuar ataques contra todo o território da Síria", frisou. 

Além disso, anteriormente outro destróier norte-americano, o USS The Sullivans, com 56 mísseis, chegou ao golfo Pérsico, enquanto um bombardeiro B-1B com 24 mísseis de cruzeiro foi deslocado para a base militar estadunidense no Qatar.

Konashenkov detalhou que os "preparativos são uma nova confirmação das intenções dos EUA de se aproveitarem da encenação organizada por combatentes da Tahrir al-Sham [Frente al-Nusra, organização terrorista proibida na Rússia e em muitos outros países], com o envolvimento ativo dos serviços secretos britânicos na província de Idlib, com o alegado 'uso de armas químicas' pelas forças sírias". 

Ontem (26), Igor Konashenkov informou que o Centro Russo para a Reconciliação na Síria dispõe de informações segundo as quais especialistas estrangeiros teriam chegado à zona de desescalada em Idlib para encenar um "ataque químico".

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