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Em sabatina da Record, Álvaro Dias defende novamente Moro como Ministro da Justiça

© Foto / Antonio Cruz/ Agência BrasilÁlvaro Dias, candidato à Presidência da República pelo Podemos
Álvaro Dias, candidato à Presidência da República pelo Podemos - Sputnik Brasil
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A TV Record realizou nesta sexta-feira (24) a penúltima entrevista da série de sabatinas com os candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. A bola da vez foi Álvaro Dias, do Podemos.

As entrevistas são feitas durante um bloco do Cidade Alerta, tem duração de 15 minutos e são conduzidas pelos jornalistas Chistina Lemos e Eduardo Ribeiro. Marina Silva (Rede) fecha a série de sabatinas na próxima segunda-feira (27).

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Na primeira parte da entrevista, Álvaro Dias foi perguntado sobre o anúncio prévio de convidar o juiz Sérgio Moro para assumir o Ministério da Justiça. A declaração foi feita durante o debate entre os candidatos à Presidência transmitido pela TV Bandeirantes no dia 9 de agosto.

Álvaro Dias disse que o anúncio serviu para mostrar o apoio ao combate a corrupção e a Operação Lava Jato.

"Esse convite tem esse simbolismo porque eu desejo fazer da Lava Jato uma política de Estado, uma espécie de tropa de elite do combate a corrupção", afirmou.

O candidato do Podemos rebateu a pergunta do jornalista Eduardo Ribeiro sobre o fato dele se apresentar como renovação política, mas ocupar cargos públicos "a quase 50 anos".

"Eu sempre fui um contestador, eu sempre combati esse sistema, hoje eu tenho mais responsabilidade e dever de substituir essa proposta com a refundação da república porque eu conheci esse monstro nas suas entranhas. Eu sempre estive inquieto, desconfortável, revoltado e indignado, tanto que mudei diversas vezes de sigla", se defendeu.

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Álvaro Dias já tinha tentado concorrer nas eleições presidenciais de 1989, mas não foi aprovado nas prévias do seu partido na época, o PST (Partido Social Trabalhista).

Uma das principais bandeiras de Álvaro Dias para as eleições este ano é "acabar com os privilégios das autoridades".

"Nós temos que acabar com os privilégios das autoridades, nós vamos acabar com o auxílio-moradia, todos os penduricalhos, ninguém pode ganhar além do teto, e vamos também reduzir o número de deputados e senadores", afirmou.

Antes de se candidatar à Presidência, Álvaro Dias era senador pelo PSDB eleito pelo estado do Paraná.

Questionado sobre o envolvimento com o empresário Joel Malucelli, que teve uma de suas empresas investigadas por corrupção na Lava Jato e que foi o maior doador da campanha do candidato para o Senado em 2014, Álvaro Dias disse que segue sendo um defensor da operação, que Malucelli ainda não é investigado e que ele se afastou da empresa para exercer a atividade pública.

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Já sobre seu plano de governo, foi perguntado como, em um cenário em que o Brasil "está com as contas no vermelho", segundo o jornalista Eduardo Ribeiro, sua proposta de não cobrar imposto de renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil por mês não fará com que o país comece um novo governo "abrindo mão do dinheiro".

"Oito milhões de brasileiros serão beneficiados com a isenção do imposto", afirmou, adicionando que as mudanças nos tributos — uma delas sendo a isenção dos impostos dos medicamentos genéricos — seguirão a lógica de "quem ganha mais, paga mais, quem ganha menos, paga menos".

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Quanto à reforma trabalhista, Álvaro Dias disse ter votado contra por não ter concordado com o fato de que o governo não aceitou o aprimoramento da proposta pelo Senado. "Nós temos que corrigir os defeitos. A mãe gestante não pode trabalhar em local insalubre", falou o candidato.

Ainda sobre as medidas tomadas pelo governo atual, Álvaro Dias foi questionado sobre qual seria a solução duradoura de segurança pública para o Rio de Janeiro, que vai durar até dezembro deste ano.

"Dizem sempre que falta dinheiro. Ocorre que nós gastamos mais do que os países integrantes da OCDE. O que falta aqui é honestidade, planejamento, competência de gestão", colocou. Além disso, afirmou que há, atualmente, um afrouxamento da autoridade no Brasil: "Quando a autoridade não se impõe, a marginalidade se sobrepõe".

Nas considerações finais, o candidato disse que "a refundação da República é o caminho para a reconstrução nacional" e que "é preciso fazer sem roubar".

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