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'Guerra entre brasileiros e venezuelanos' leva delegação do Parlasul a Roraima

© REUTERS / Nacho DocePoliciais da tropa de choque conversam com pessoas da Venezuela depois de checar seus passaportes ou carteiras de identidade no controle de fronteira de Pacaraima, Roraima, Brasil
Policiais da tropa de choque conversam com pessoas da Venezuela depois de checar seus passaportes ou carteiras de identidade no controle de fronteira de Pacaraima, Roraima, Brasil - Sputnik Brasil
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O Parlasul (Parlamento do Mercosul) informou nesta semana que uma delegação do órgão viajará a Roraima para acompanhar a situação dos imigrantes venezuelanos no estado. A Sputnik Brasil conversou com o deputado federal, Celso Russomano (PRB-SP), atual presidente da Delegação Brasileira no Parlasul, sobre os principais objetivos desta visita.

Serão duas comissões do Parlasul que irão a Roraima: a de Direitos Humanos e a de Assuntos Internacionais. A visita de inspeção é motivada pela ocorrência do último 18 de agosto, quando um grupo de brasileiros, em represália a um assalto a um comerciante local, atacou acampamentos de refugiados em Pacaraima, na fronteira de Roraima com a Venezuela.

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O deputado federal, Celso Russomano (PRB-SP), atual presidente da Delegação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), em entrevista à Sputnik Brasil, comentou que a iniciativa para que o Parlasul acompanhe a situação dos refugiados venezuelanos é anterior à crise atual no estado de Roraima. De acordo com ele, uma viagem marcada para o estado chegou a ser cancelada por conta de compromissos ligados às eleições nos estados-membros, mas a deterioração da situação na fronteira fez com que a visita fosse agendada de maneira prioritária. 

"Diante das últimas notícias, que tem se enfrentado lá uma verdadeira guerra entre brasileiros e venezuelanos, por conta da falta de infraestrutura que as cidades têm pra receber a quantidade de pessoas que está recebendo, eu provoquei na reunião desta segunda-feira, em Montevidéu, no Parlamento do Mercosul, que precisávamos ir ao estado para identificar os problemas e para que os estados que fazem parte do Mercosul, considerando que a Venezuela está suspensa temporariamente do Mercosul por não respeitar os direitos humanos, possam tomar providências e agir em relação aos nossos governos para que ali se tenha um mínimo de estrutura para receber os venezuelanos", destacou o deputado. 

"Considerando que o Brasil, constitucionalmente falando, recebe os imigrantes de outros países e numa situação como essa, assinou acordos internacionais pra tratar esses imigrantes, que estão fugidos por uma questão política naquele país, com todo o carinho do mundo, e é isso que precisa ser feito", acrescentou.  

Ao comentar a decisão do governo federal de reconduzir cerca de mil venezuelanos em outros estados, o deputado comenta que a medida é insuficiente. 

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"Mil venezuelanos num universo de mais de 50 venezuelanos só no estado de Roraima é absolutamente nada. Nós precisamos de muitos mais que isso, e a ideia é que os membros do parlamento do Mercosul acompanhem de perto as ações do governo brasileiro e do governo dos outros países pra receber esses venezuelanos, a fim de que eles tenham dignidade na sua vida", destacou. 

"Mais de 50 mil venezuelanos estão no território de Roraima, uma parte foi destinada a outros estados, por exemplo, o estado de São Paulo, mas é muito pouco o que foi feito. O governo federal precisa de fato dar assistência a esse imigrantes venezuelanos, que estão no Brasil por falta de opção. No seu país falta tudo. Veja que venezuelanos atravessam a fronteira pra comprar bens de consumo de primeira necessidade, como arroz, feijão, alimentos, material de higiene pessoal, etc.", completa. 

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