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Forças Armadas revelam estratégia de resolução da crise migratória em Roraima

© Antonio Cruz / Agência BrasilExército cadastra refugiados venezuelanos para interiorização no Brasil
Exército cadastra refugiados venezuelanos para interiorização no Brasil - Sputnik Brasil
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Reforço no controle das fronteiras, interiorização e maior assistência aos refugiados são as estratégias das Forças Armadas brasileiras para lidar com os cerca de 50 mil refugiados venezuelanos que vivem em Roraima.

No último sábado, 18, cerca de 1.200 venezuelanos deixaram o país após ataques de brasileiros a acampamentos de refugiados em vias públicas na cidade fronteiriça de Pacaraima. O ataque ocorreu após um comerciante brasileiro ter sido assaltado por venezuelanos.

Venezuelanos em Roraima - Sputnik Brasil
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Brasileiros expulsam refugiados venezuelanos na fronteira de Roraima (VÍDEO)

Devido à insuficiência de abrigos, é comum ver acampamentos de venezuelanos em áreas públicas de diversos municípios de Roraima. Atualmente, há 10 unidades no estado, atendendo a 4.600 venezuelanos.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a porta-voz da Operação Acolhida, tenente Ana Seabra, conta que as Forças Armadas estão construindo mais duas unidades, sendo uma delas de transição.

"Nós estamos trabalhando na construção de mais dois espaços. Um é o abrigo Rondon 2, com capacidade para 500 pessoas, e outro é o alojamento BV8, localizado em Pacaraima, que terá as mesmas características de um abrigo", explica a oficial. "As pessoas que porventura não consigam ser atendidas no posto de identificação, triagem ou de recepção num dia, terão onde passar a noite para que no dia seguinte possam ser atendidas e seguir viagem", ressalta a militar.

Além da assistência oferecida pela Operação Acolhida, em ações de alimentação, saúde e abrigo aos refugiados, o Governo Federal trabalha para ampliar a interiorização dos migrantes, que já foi feita com 820 venezuelanos em sete estados da Federação. De acordo com a subchefe substituta da Casa Civil, Viviane Esse, a previsão é de que mais mil venezuelanos sejam transferidos até o final deste mês.

"A ideia é que nós tenhamos voos já definidos e programados nos finais dos meses, e sempre com um número suficiente. Na verdade, ele tem que ser maior que o número de entrada, para dar vazão às pessoas", completa a funcionária da Casa Civil, em fala à imprensa.

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Governo de Roraima volta a pedir ao STF limite de entrada de venezuelanos

Segundo as autoridades roraimenses, a fronteira com a Venezuela tem um fluxo de cerca de 800 refugiados por dia. A tenente Ana Seabra destaca, no entanto, que nem todos os que ingressam têm intenção de permanecer no Brasil: "O número realmente aumentou, mas no quantitativo, que inclusive engloba pessoas que apenas passam no país por terem desejo de ir para outros locais", ressalta, ao apresentar números do dia seguinte aos ataques a venezuelanos em Pacaraima.

Segundo dados da Polícia Federal recebidos pela tenente, no último domingo (19), 936 venezuelanos ingressaram no país, mas apenas 131 pediram auxílio de refúgio e residência temporária.

Além disso, apesar do alto número de refugiados vivendo em Roraima, o Brasil recebeu apenas 2% dos 2,3 milhões de venezuelanos que deixaram o país fugindo da crise econômica e humanitária que se agrava desde 2015, segundo dados da Organização Internacional para Migrações (OIM) – agência das Nações Unidas.

Conforme sinaliza a porta-voz da Operação Acolhida, dados da OIM mostram que 52% dos venezuelanos que chegam ao Brasil pretendem ficar no país transitoriamente. A Colômbia aparece como o destino mais procurado, tendo recebido 870 mil venezuelanos até abril de 2018.

Migrantes venezolanos en el estado de Roraima, Brasil - Sputnik Brasil
Colômbia adverte que não tem capacidade para atender imigrantes venezuelanos

Diante dos ataques ocorridos no último sábado, o Governo Federal enviou mais 120 homens da Força Nacional para atuar no estado. Segundo o secretário Nacional de Segurança Pública, Flávio Basílio, eles vão apoiar o trabalho administrativo da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e do Exército em Roraima.

"Os agentes vão fazer um trabalho relacionado a toda a triagem, um trabalho de polícia administrativa para facilitar e resolver o problema do fluxo migratório", disse Flávio Basílio à mídia. “Então estaremos atuando no contato e apoio à Polícia Federal na área administrativa, na Polícia Rodoviária Federal para controle dos postos estratégicos e no Exército Brasileiro para fazer a segurança dos abrigos e das instalações."

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