Bolton: efeitos das sanções dos EUA sobre Irã são 'mais fortes do que esperávamos'

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À medida que os EUA aumentam a pressão econômica contra o Irã, a União Europeia busca meios de estabelecer novos canais financeiros para continuar fazendo negócios com Teerã.

As sanções que os Estados Unidos restabeleceram sobre o Irã foram mais eficazes do que o esperado, reportou a Reuters, citando John Bolton, conselheiro de Segurança Nacional do presidente Donald Trump.

"Deixe-me ser claro, a reintrodução das sanções, pensamos que já está tendo um efeito significativo sobre a economia do Irã e sobre a opinião popular dentro do Irã", afirmou Bolton durante visita a Israel.

A reintrodução de sanções dos EUA elevou acentuadamente os preços dos alimentos no Irã com o rial (moeda nacional iraniana) tendo perdido metade do seu valor desde abril.

"Eu penso que os efeitos econômicos, certamente são ainda mais fortes do que esperávamos", acrescentou Bolton.

A primeira onda de sanções dos EUA contra o comércio de ouro e outros metais preciosos do Irã, a compra de dólares e a indústria automobilística, entraram em vigor no início deste mês. Uma segunda onda de sanções para atingir as vendas de petróleo e o setor bancário do Irã está marcada para 4 de novembro.

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Por sua vez, Bruxelas se comprometeu a proteger os interesses das empresas europeias que poderiam sofrer em consequência das sanções de Washington. 

Na terça-feira (21), a Alemanha sugeriu que a Europa estabelecesse sistemas de pagamento independentes dos Estados Unidos se quisesse salvar o acordo nuclear com o Irã.

Em 8 de maio, o presidente Donald Trump disse que estava retirando os EUA do acordo nuclear com Teerã e prometeu impor o "nível mais alto" de sanções aos setores energéticos, petroquímicos e financeiros do país, apesar das objeções da Europa, Rússia e China.

As potências europeias têm tentado garantir que Teerã assegure benefícios econômicos suficientes em uma tentativa de persuadir o país persa a permanecer no acordo, o que se mostrou difícil devido a cautela de muitas empresas europeias em relação às penalidades financeiras de longo alcance da administração Trump.

O grupo petrolífero francês Total já se retirou de um grande projeto de gás no Irã e o Grupo PSA (Peugeot- Citroën Automóveis) está considerando uma medida semelhante.

"Esperamos que os europeus vejam, como as empresas de toda a Europa estão vendo, que a escolha entre fazer negócios com o Irã ou fazer negócios com os Estados Unidos seja muito clara para eles", advertiu Bolton.

Com a Rússia chamando a União Europeia para contribuir com a reconstrução da Síria para permitir que milhões de pessoas deslocadas pela guerra civil retornem a suas casas, John Bolton descreveu isso como uma oportunidade para Washington pressionar as forças iranianas a se retirar da guerra civil que devasta o país árabe.

Bolton disse que, durante a cúpula de 16 de julho em Helsinque, o presidente russo Vladimir Putin comunicou a Donald Trump que Moscou não poderia forçar o Irã a sair da Síria.

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"Mas ele [presidente russo] também nos disse que seu interesse e o do Irã não eram exatamente os mesmos. Então, obviamente, vamos conversar com ele sobre o papel que eles podem desempenhar", disse Bolton, acrescentando que "o único pré-requisito é a retirada de todas as forças iranianas de volta ao Irã".

No início de julho, Bolton observou que a Síria era uma área onde a Rússia e os EUA "poderiam progredir juntos", e que ele vê possibilidades para Moscou e Washington negociarem para "ajudar a expulsar as forças iranianas da Síria e voltá-las para o Irã".

Os EUA, assim como Israel, vêm alegando que as tropas do Irã estão presentes na Síria.

Teerã negou veementemente as alegações, enfatizando que a presença do país na República Árabe está inteiramente limitada aos conselheiros militares, que vêm ajudando Damasco a combater os terroristas.

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