EUA deportam homem acusado de ser guarda em campo de concentração nazista

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Campo de concentração em Oswiecim - Sputnik Brasil
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Um homem de 95 anos que é acusado de ter trabalhado como guarda em um campo de concentração na Polônia ocupada pelos nazistas foi extraditado para a Alemanha. Aos 95 anos, ele estava em Nova York, nos Estados Unidos.

A Casa Branca disse nesta terça-feira (21) que Jakiw Palij serviu como guarda no Campo de Trabalhos Forçados de Trawniki, onde cerca de 6 mil homens, mulheres e crianças judeus foram mortos a tiros em 3 de novembro de 1943, em um dos maiores massacres do Holocausto.

Os Estados Unidos tentavam tirar Palij do país desde a emissão de uma ordem de deportação em 2004, mas depois de conversar com os principais membros do governo da chanceler Angela Merkel, a Alemanha concordou em aceitá-lo.

O Frankfurter Allgemeine Zeitung disse que Palij havia chegado de avião militar no aeroporto de Duesseldorf, no oeste da Alemanha, e levado para uma casa para idosos da região.

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Nascido no que era então a Polônia, mas hoje é a Ucrânia, Palij emigrou para os Estados Unidos em 1949, tornando-se cidadão dos Estados Unidos oito anos depois, informou a Casa Branca. Mas ele havia ocultado seu serviço nazista e envolvimento em abusos dos direitos humanos, dizendo que ele havia passado a Segunda Guerra Mundial trabalhando em uma fazenda e em uma fábrica.

Em 2001, Palij disse aos funcionários do Departamento de Justiça que ele havia treinado no Campo de Treinamento Nazista da SS em Trawniki, na Polônia ocupada pela Alemanha, em 1943, disse a Casa Branca.

"Ao servir como um guarda armado (…) e impedir a fuga de prisioneiros judeus durante seu serviço nazista, Palij desempenhou um papel indispensável para garantir que as vítimas judias de Trawniki enfrentassem seu terrível destino nas mãos dos nazistas", disse a Casa Branca.

Um juiz federal revogou sua cidadania americana em 2003 e recebeu ordens para ser deportado em 2004. Mas nenhum país europeu o aceitou, segundo a CNN.

Dada sua idade e questões sobre sua saúde e também uma possível falta de provas, não está claro se as autoridades alemãs tentarão processar o aposentado sem pátria.

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